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Política

Sandra rebate Eliza sobre projeto que proíbe mulheres trans em times femininos

Vereadora acredita que projeto foi criado para pregar o preconceito

Sandra Marrocos (PSB) rebateu a vereadora Eliza Virgínia (PP) que a chamou para apoiar o projeto de lei que proíbe mulheres transexuais de jogarem em times femininos, em João Pessoa.

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Ela defende que a Câmara Municipal de João Pessoa não tem prerrogativa para legislar sobre isso e não entende como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou algo que é inconstitucional, já que essa questão deve ser analisada pelo orgão responsável, sendo este o Comitê Olímpico Internacional que já tem critérios estabelecidos para mulheres trans participarem das Olimpíadas.

“Esse projeto que a vereadora Eliza apresenta não é prerrogativa de uma Câmara Municipal legislar, sobre questões esportivas, essa prerrogativa é do Comitê Olímpico Internacional que já definiu critérios para isso. Essas pessoas trans tem que passar por avaliação constante. São quatro critérios definidos pelo Comitê Olímpico Internacional, que é o orgão responsável”, explicou.

A vereadora rechaçou o projeto de lei que para ela, foi idealizado para pregar o preconceito, atingir a comunidade LGBT e classifica a ação como um ataque.

“Essa atitude da vereadora Eliza nada mais é do que pregar o ódio, o preconceito, bater na cidadania LGBT. Isso não me interessa, o que desejo é que o mundo seja livre da fome que é o maior mal. A comunidade LGBT e as mulheres contem com a minha voz”, advertiu.

Sandra aproveitou para esclarecer que ninguém aprende a ser gay e que isso não é uma escolha, pois ninguém deseja sofrer por sua opção sexual ou gênero.

“Quero dizer a vereadora que fique tranquila, porque ninguém aprende a ser gay ou lésbica. Não é escolha, ninguém quer ser descriminado, hostilizado”, destacou.

Ela também se solidarizou com Eliza pela ameaça sofrida, mas pontua que quem prega ódio, o recebe. “Ela disse que recebeu ameaça de morte de uma trans, eu não concordo com essa atitude. Tudo que a gente faz, volta para nós. A senhora fica o tempo inteiro com seu fazer político pregando ódio, discriminação, violência. Toda minha solidariedade para ela, se de fato ela recebeu essa ameaça, porque eladiz coisas e quando vou ver não é de fato. Digo que quem prega ódio, quem ódio manda, ódio recebe. Por isso prego amor e a sororidade”, finalizou.

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Redação Paraíba Já

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