“Ricardo pode dar ordens no partido dele”, diz Anísio após intervenção no PT-JP

Para o candidato petista, intromissão em seu partido também é uma “medida de força” característica da forma de trabalhar do ex-governador paraibano

O candidato a prefeito de João Pessoa, o petista Anísio Maia, em entrevista ao Paraíba Já, nesta quarta-feira (14), se posicionou contra a intervenção da Executiva Nacional no diretório municipal e afirmou que o também candidato Ricardo Coutinho, ordena no PSB, mas no PT quem “manda” são os filiados da legenda.

“Ricardo pode dar ordens no partido que ele é dono e faz o que quer sem nenhum questionamento, mas no PT quem manda são os nossos filiados”, declarou.

O petista também garantiu que a intervenção no diretório municipal, não significa a retirada da sua candidatura.

“Não vamos retirar nossa candidatura, até porque a comissão não tem esse poder. Só existe duas possibilidades de alterar esse quadro: ou Anísio Maia morrendo ou desistindo. Como a possibilidade disso é 0,0 infinito, só tem a possibilidade se eu morrer”, explicou.

De acordo Anísio, a intervenção é para dar o entender a população que o fato pode gerar algum problema para sua candidatura e que a intenção é desestabilizar sua campanha.

“A intenção dessa intervenção é dar entender a opinião pública que a nossa candidatura pode ter problemas. Eles querem criar confusão. Querem deixar as pessoas em dúvida. Querem nos crias aparentes embaraços. A única finalidade é essa”, disse.

Para Anísio, a intervenção também é uma “medida de força” característica da forma de trabalhar de Ricardo Coutinho.

“É também uma medida de força, muito próxima da forma de Ricardo Coutinho trabalhar. Mais uma imposição, intervenção do tipo eu faço, eu mando, eu quero”, criticou.

Sobre a intervenção

Nesta quarta-feira (14), O PT Nacional aprovou a intervenção no diretório municipal do partido, em João Pessoa, que tinha como presidente Giucélia Figueiredo.

A medida foi aprovada por 56 a 23, com duas abstenções. O nome do novo presidente da sigla na Capital, no entanto, ainda não foi divulgado.

A solicitação da presidente da Executiva nacional, Gleisi Hoffmann, considerou as divergências acerca do apoio à candidatura de Ricardo Coutinho e o pedido de retirada do nome de Anísio Maia, na disputa das eleições municipais deste ano.