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Política

Ricardo diz que João “não seria eleito nem vereador” e dispara: “foi vencido por vaidades”

"O que o PSB fez de mal ao atual governador? Deu-lhe um mandato, foi isso?", questionou o ex-governador

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) não poupou críticas ao governador João Azevêdo (PSB), durante entrevista na noite da segunda-feira (2) na TV Master. De acordo com Ricardo, o atual chefe do Executivo paraibano não seria eleito nem para vereador.

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Conforme o ex-governador, foi ele quem deu a formulação da postura e a eleição mais tranquila que ele já viu na vida, mas João defendia que ele não assumisse o partido para reestruturar o PSB para 2020.

“E não foi apenas isso, o que aconteceu e o que acontece no PSB é muito mais grave, e isso eu senti desde o ano passado, antes da posse. Tem dois motivos, um não posso comentar agora, mas vou comentar no futuro e o outro era 2022. Ou seja, quem teve de graça um cargo de governador, quando não seria eleito nem vereador, tem medo de 2022 como se eu fosse pleitear 2022. Se eu fosse apegado a cargos, já teria sido candidato a senador. Com a eleição que eu não gastaria nada”, afirmou Ricardo.

Por João ser um dos construtores do “projeto socialista”, Ricardo deixou claro que ele teria a condição ou o direito de continuar na gestão, mas não teve a capacidade de observar a responsabilidade que tinha ou então foi vencido por vaidades. “Você está sentado numa cadeira de chefe de alguma coisa, conviver com um monte de bajuladores, você tem que ter uma segurança muito grande na sua construção de gente para poder passar por tudo isso sem se quebrar”, disse.

“O que o PSB fez de mal ao atual governador? Deu-lhe um mandato, foi isso?”, questionou Ricardo. “Podia ter um senador como eu e não tem, porque outra coisa que não é verdade que ouvi o atual governador dizer é que ele nunca tinha pedido, e não é verdade, ele pediu sim. Foi lá naquele salão de vidro da granja, mais ou menos em março e ele relatou que se por acaso eu saísse do governo, ele não sustentaria dois meses, porque Lígia queria engoli-lo, palavras dele”, prosseguiu.

Militância

O ex-governador Ricardo Coutinho também comentou sobre a militância socialista, setor de destaque nas campanhas políticas vitoriosas do partido.

“Eu também não gosto nada de abandonar companheiros, não sou desse tipo. O que acontece é uma intriga generalizada. Como é que você tinha um governo em que as pessoas tinham vontade de militar, trabalhar e de repente esse governo se transforma em uma grande intriga, um falando do outro, isso é doloroso”, disse Ricardo.

“E perceber que o partido, que teve toda essa condição, toda essa coragem de romper com as estruturas aqui no Estado, de dar um novo ritmo de desenvolvimento, esse partido começa a ser perseguido pelo governo e chegar ao cúmulo de dizer que em dezembro vai sair. Nenhum problema, saia. Agora saia com a verdade nas costas, saia com alguém com a coragem de dizer tudo aquilo que é verdade. Não dizendo que porque fizeram uma renúncia. Fizemos uma renúncia, porque efetivamente o partido estava estourado”, continuou.

Ataques a Edvaldo

Para o ex-governador, Edvaldo Rosa não dava conta do partido nem fora do governo, imagine dentro.

“Ele chegou ao ponto de no momento a nomeação, ele ficou comigo até 19h, não teve coragem de dizer para que ele passasse o partido para outro companheiro, para que o partido pudesse retomar o seu ritmo. Afinal, a pauta que antes era feita pelo governo e o partido surfava na pauta do governo, o governo deixou de fazer a pauta. Não tem mais pauta política por parte do governo, então o partido começou a afundar, ou seja, o partido tinha que fazer a sua pauta e Edvaldo não tinha a menor capacidade para isso, não tinha a menor condição”, relatou Ricardo.

“E com essa articulação interna, que envolve mais uns três, incluindo Nonato, o governo fica paralisado e lamento profundamente tudo isso. Acho que a Paraíba perde muito”, finalizou.

“Sociedade e Paraíba vão sofrer com isso”

Ricardo critica que este ano apenas três obras foram começadas pelo Governo do Estado. Obras que somadas dão R$ 8,5 milhões, e o restantes são obras que vinham de anos atrás. “Isso significa que vamos chegar no próximo ano com uma queda acentuada da indústria da construção civil, porque já tem o problema do setor privado e agora se junta ao setor público, porque eu fiz questão de investir em obras? Para criar emprego e circular dinheiro no estado, essa é a lógica que eu compartilhei e quando vejo tudo isso para poder pegar o dinheiro e apoiar atividades meio, não é correto, a sociedade e a Paraíba vão sofrer com isso”, explicou o ex-governador.

“Eu podia ficar calado e esperar, mas estou adiantando aqui porque não quero isso para a Paraíba, quero que a Paraíba volte a investir. Porque nós investimos nos piores anos, 2015, 2016, 2017 e 2018, investimos. Ninguém investia. Ninguém fez 2 mil e 500 quilômetros no Brasil, mil e quinhentos de adutora, ninguém Nós fizemos isso não só pelo produto da escola, do hospital, da adutora, da estrada, mas principalmente para capitalizar investimentos”, completou.

De acordo com Ricardo, a Paraíba vai ter um período de interregno, difícil de ser superado, onde “vamos voltar a um nível de investimentos, quando tirar as obras que eu deixei, inferior aos governos passados ao meu, isso é muito sério e grave. E não foi para isso, sinceramente, que nós fizemos todo aquele esforço para ganhar a eleição”.

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Redação Paraíba Já

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