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Contrapoder

Recados, ataques às bases, insatisfação com líder e ‘bocão’: os bastidores da volta de Raíssa

Após quase um ano de "separação", a vereadora volta para debaixo das asas do ex-correligionário

Raíssa Lacerda retornou à base aliada do prefeito Luciano Cartaxo. Após diversas insatisfações, rusgas, ataques e rompimento oficial, a vereadora está de volta ao lado do ex-correligionário.

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Ela chegou a figurar como um nome em cima do muro na Câmara, mas como bem sabemos: quem fica em cima do muro, leva pedra dos dois lados. Então, fez morada na oposição.

Oposição. Ponto-chave do retorno de Raíssa para debaixo das asas do prefeito. A oposição dela gerou incômodo. A vereadora vinha fazendo a melhor “oposição de uma pessoa só” dos últimos anos no Legislativo da Capital. Cobrando, alfinetando, expondo, por vezes até atacando – e forte. Foram expostos pedidos não atendidos, falta de diálogo, desprestígio e disputa partidária. Raíssa não se fez de rogada. Partiu para cima e abriu a boca – no modo Raíssa de ser.

A atuação de Raíssa contra Cartaxo andou sendo alvo de contra-ataques. E pesados. Além de receber “recadinhos” da base governista, o prefeito autorizou que as bases da vereadora fossem atacadas, visando uma derrota nas urnas em 2020. Raíssa não temeu. Teria até ironizado a ação, comentando que poderiam atacar à vontade, já que não tem base fixa. “Minha base é o povo. Está espalhada”, teria dito nos bastidores.

Raíssa que apoiou Zé Maranhão nas eleições 2018, em detrimento de Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito pessoense; que chegou a declarar “alforria” da gestão Cartaxista; afirmou que Cartaxo rifa muitos amigos; e até que não acreditava no projeto dele, está de volta.

Como as “paredes falam” na Câmara, também seria real uma insatisfação de Raíssa para com a liderança de Marcos Henriques na oposição. Principalmente, com a atuação do petista diante da articulação de um dos últimos episódios explosivos contra Cartaxo.

Oposição essa que sai com saldo negativo do caso. A bancada perde uma voz que vinha ecoando no plenário. Cada vez menor, o grupo oposicionista precisa se articular cada vez melhor para não ser sucumbido. E, claro, alguém vai precisar assumir o “megafone” de Raíssa. Será que tem alguém com essa disposição?

O fisiologismo venceu. Cargos devem vir para fortalecer a base de Raíssa num ano pré-eleitoral. Na virada do semestre, 2020 se tornará pauta e as urnas começam a figurar no sonhos dos vereadores.

O que custou o silêncio oposicionista de Raíssa? As promessas serão cumpridas, ou nos próximos meses teremos um regresso ao discurso voraz contra Cartaxo? As respostas só teremos ao longo das viradas do relógio, certo mesmo só uma coisa: na volta ninguém se perde.

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