A médica e influenciadora Raphaella Brilhante revelou detalhes, nesta terça-feira (27), das ameaças de morte que teria sofrido por parte do marido, o cantor João Lima, preso preventivamente nesta segunda-feira (26), após se apresentar à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa.
Em entrevista à TV Correio, Raphaella contou que os episódios de violência começaram ainda no início do casamento. Segundo ela, após ser agredida durante a lua de mel, o cantor pediu perdão e afirmou que o comportamento não voltaria a se repetir.
“Ele disse que foi um ‘monstro’ comigo, que isso não iria se repetir, e eu quis acreditar. Fazia só cinco dias que eu tinha casado, eu tinha sonhado minha vida toda [com o casamento]”, disse.
No entanto, de acordo com a médica, as agressões continuaram e evoluíram para ameaças diretas contra sua vida. Raphaella afirmou que João Lima chegou a dizer que não permaneceria preso por causa das agressões pois tera influência política.
“Ele falou que não passava um dia na cadeia, que tinha influência política, que conhecia gente que matava e ninguém ficava sabendo”, declarou a médica.
Entenda o caso
O cantor João Lima, neto de Pinto do Acordeon, é acusado de agredir sua esposa, a médica e influenciadora digital Raphaela Brilhante. As imagens da agressão circulam nas redes sociais desde o sábado (24).
Raphaela compareceu à delegacia em João Pessoa com o braço imobilizado por uma tipoia, evidenciando as marcas físicas da agressão mais recente. Ela prestou depoimento e registrou boletim de ocorrência.
Em entrevista ao comunicador Emerson Machado na Central de Polícia, na manhã do sábado (24), a advogada enfatizou que a violência doméstica não deu sinais durante o namoro ou noivado, manifestando-se de forma abrupta após o casamento.
“Depois que casaram, inclusive a partir da lua de mel, essas agressões já começaram. E no decorrer, isso foi só prolongando, só piorando”, afirmou Dayane.
A advogada relatou que, apesar de atuar na área de defesa de mulheres, ficou chocada com a gravidade do caso. “Foi algo que eu nunca imaginei, nunca presenciei uma coisa tão grave. Sinceramente, nós não temos palavras”, disse.
Em um relato emocionante compartilhado nos seus stories no Instagram, Raphaella explicou que o período em que se manteve calada não foi por covardia, mas sim um “instinto de sobrevivência“.
“O meu coração está dilacerado. Mas, mesmo em meio a tanta dor, eu sei que ficar viva, sair e romper ciclos também é um ato de amor-próprio”, declarou Raphaella.

Canais de ajuda
Se você ou alguém que você conhece sofre violência doméstica, denuncie. O Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) funciona 24 horas por dia, é gratuito e confidencial.
