PT diz que diretório em JP não demonstra compromisso com direitos trabalhistas

Partido afirma que Giucélia Figueiredo, que está afastada da liderança municipal, "busca insistentemente embaraçar" a candidatura de Ricardo Coutinho

A secretária Nacional de Organização do PT, Sonia Braga, também integrante da Comissão Interventora de João Pessoa afirmou, nos motivos que constam no ofício que solicita a imediata suspensão da filiação partidária de Giucélia Figueiredo, presidente afastada do diretório municipal do partido na Capital, que o financeiro da gestão teria deixado de recolher as contribuições dos funcionários com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde dezembro do ano passado.

De acordo com o documento, “a condução financeiro do Diretório Municipal em João Pessoa, demonstra também a falta de compromisso com o PT e com os direitos trabalhistas dos funcionários que não tiveram suas contribuições com o INSS e o FGTS recolhidas desde dezembro de 2019.”

Entre as outras justificativas para o pedido da suspensão, Sonia Braga afirmou que a presidente afastada “busca insistentemente embaraçar a candidatura do ex-governador Ricardo Coutinho e a tática eleitoral legitimamente aprovada pelo Diretório Nacional do PT.” Giucélia tem defendido o nome de Anísio Maia na disputa, que tem como vice Percival Henriques (PCdoB).

No ofício, a secretária Nacional de Organização do PT também afirma que a Giucélia recorreu a impressa para atacar a direção nacional do partido, classificando a ação no diretório municipal, que estabeleceu a intervenção, como violenta e truculenta. Na ocasião, foram 56 votos favoráveis e 23 votos contrários.

“Fica claro, portanto, que a Presidente afastada do Diretório Municipal de João Pessoa, Giucélia Figueiredo, cometeu diversas infrações éticas e disciplinares, previstas no artigo 227 e 229 do Estatuto, desrespeitando à orientação política e as deliberações regularmente tomada pelas instâncias competentes do Partido”, ressalta trecho.