PSOL aponta incoerência do PT Nacional e detona boicote a Anísio Maia

Partido se solidarizou com militantes e dirigentes, e classificou a anulação da convenção que confirmou a chapa PT-PCdoB como "ataque antidemocrático"

O PSOL da Paraíba se posicionou, através de nota, nesta sexta-feira (25), sobre a intervenção da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), que decidiu retirar a candidatura de Anísio Maia à Prefeitura de João Pessoa para declarar apoio ao candidato do PSB, Ricardo Coutinho.

Em nota, o PSOL afirmou que a ação da Executiva nacional “revela muito mais do que uma simples tentativa de humilhar” o diretório municipal na capital paraibana e os candidatos Anísio Maia (PT) e Percival Henriques (PCdoB), que disputam os cargos de prefeito e vice, respectivamente.

O partido ainda se solidarizou com os militantes e dirigentes, e classificou a decisão de anular a convenção partidária que confirmou a chapa PT-PCdoB como um “ataque antidemocrático”, ao deslegitimar as decisões coletivas da legenda.

“Dignidade não se negocia. Seguimos juntos no enfrentamento a todas as formas de autoritarismo e em defesa da democracia. Quem livremente se submete às imposições dos autoritários não é digno de sustentar a bandeira da democracia plena, geral e irrestrita”, pontua.

Leia na íntegra:

O PSOL E A CRISE NO PT EM JOÃO PESSOA

A intervenção da Direção Nacional do PT, impondo a candidatura de Ricardo Coutinho sem qualquer consulta às bases, revela muito mais do que uma simples tentativa de humilhar a Direção Municipal em João Pessoa e da chapa inscrita por aquela direção local. O PSOL respeita a autonomia de todos os partidos como elemento essencial à democracia e até acreditamos que cada um pratica em seu interior a real democracia que defende e propõe para à sociedade. Com esta compreensão, o Diretório Municipal do PSOL em João Pessoa vem, por meio desta nota pública, solidarizar-se com os militantes e dirigentes do PT em João Pessoa, que sofrem e estão indignados com o ataque antidemocrático, na perspectiva de deslegitimar as decisões tomadas coletivamente na sua instância e na Convenção Eleitoral. É contraditório se declarar democrático e praticar o autoritarismo. Ressaltamos ainda, a importância de se preservar a autonomia das instâncias democráticas em qualquer fórum, esfera ou lugar, sejam elas internas aos partidos políticos ou da sociedade de forma geral, bem como, ressaltamos nosso respeito para com os candidatos que respeitam seus apoiadores. Dignidade não se negocia. Seguimos juntos no enfrentamento a todas as formas de autoritarismo e em defesa da democracia. Quem livremente se submete às imposições dos autoritários não é digno de sustentar a bandeira da democracia plena, geral e irrestrita.

João Pessoa, 24 de setembro de 2020