PSB-PT: “acho que vamos estar juntos”, diz França após encontro com Lula

O ex-governador de São Paulo Marcio França (PSB) afirmou, nesta terça-feira (22), que o seu partido e o PT devem “estar juntos” na eleição para o governo estadual e no pleito presidencial. O ex-chefe do executivo paulista teve um encontro hoje com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O presidente (Lula) compreendeu os meus argumentos. Naturalmente, o PSB tem uma tendência já consolidada de caminharmos juntos (com o PT) no Brasil, e em São Paulo, ele (Lula) vai conversar com Haddad e a Gleisi, e acho que vamos estar juntos”, disse França. O relato foi publicado pelo jornal O Globo.

Os dois partidos não abrem mão de candidatura própria em São Paulo, o que tem adiado as definições sobre a formação de uma federação partidária.

PT, PSB, PV e PCdoB negociam uma federação partidária para as próximas eleições. Se a costura der certo, os partidos deverão permanecer unidos pelos próximos quatro anos e só poderão indicar um candidato às eleições que irão disputar – o acordo valerá nos pleitos federal e estaduais.

A situação envolvendo França é o último ponto que precisa ser acertado em São Paulo. E, para resolver a questão, Lula trouxe o problema para seu colo, segundo aliados.

Antes dele, o partido, com o apoio de França, tirou da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes o ex-governador Geraldo Alckmin (ex-PSDB, sem partido), que, agora, deverá se filiar à legenda socialista e ser vice na chapa ao Planalto encabeçada por Lula.

Pesquisa

Pesquisa Ipespe, patrocinada pela XP Investimentos, divulgada na semana passada, apontou que em um cenário traçado com três candidatos do campo progressista, Haddad, Márcio França (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL), o petista tem 28% dos votos, seguido por França (18%) e pelo pessolista (11%). Com informações do Brasil 247 e Uol.