Projetos de artistas paraibanos são selecionados pelo Itaú Cultural

No edital de música, foram aprovados 160 trabalhos na categoria autoral e 40 na de podcast em todo o país, dentre as 12.396 propostas

Oito projetos paraibanos foram selecionados nos editais de Música e o de Cênicas do projeto ‘Arte como Respiro; Múltiplos editais de emergência’, idealizado pelo Itaú Cultural. No edital de música, ao todo, foram aprovados 160 trabalhos na categoria autoral e 40 na de podcast em todo o país, dentre as 12.396 propostas.

Os projetos de artistas paraibanos aprovados foram os de Beto Brito, Odete de Pilar, Renato Marinho, Salomão Soares, Vieira (Arthur Gabriel Vieira) e Seu Pereira e Coletivo 401. No edital de Cênica foram aprovados os trabalhos de Bianca Rufino Nascimento Dantas e o de Isaura Suelen Tupiniquim Cruz, ambas disputaram a categoria dança. Ao todo, foram 7.239 trabalhos inscritos, dos quais 200 deles aprovados.

O edital previu para os artistas da área de música a gravação de até três músicas autorais para serem veiculadas na internet. No caso dos projetos de dança foram contempladas as propostas que já haviam sido registradas em materiais audiovisuais antes da pandemia, as criados durante o isolamento e os que preveem apresentação online.

O resultado do edital de Música do Itaú Cultural gerou polêmica nas redes sociais devido à presença de nomes de artistas conhecidos, por parte do público, e com carreira estabelecida. Internautas relacionaram o edital à medida voltada para artistas em situação de vulnerabilidade, devido à pandemia do covid-19.

No entanto, no próprio edital está explicitado que os R$ 5 mil destinados à categoria ‘Autoral’ e os R$ 2.500 para a de podcast, tem outro objetivo “É finalidade deste edital gerar recursos a partir das crescentes práticas artísticas compartilhadas pelas redes sociais, assim como acolher um recorte de artistas que têm possibilidade reduzida de se expressar neste momento”.

Na polêmica que dominou as redes sociais, os argumentos de internautas, em especial, músicos com trabalhos regionais, eram os de que os artistas nacionais estariam ocupando espaços que deveriam ser destinados aos com repercussão regional que estão sem poder trabalhar devido à pandemia. O Itaú Cultural, no entanto, se pronunciou e ressaltou que os nomes mais criticados nas redes como Jards Macalé e Zélia Duncan, representavam apenas 10% do total aprovado.

Ao analisar o resultado disponibilizado no site ( https://portal assets.icnetworks.org/uploads/attachment/file/100263/SELECIONADOS_ArteComRespiro_Mu%CC%81sica_V3.pdf) é possível perceber a diversidade de nomes conhecidos na internet como Triz (SP), Igor de Carvalho (PE), Luedji Luna (BA), Yzzi Gordon (SP), sobrinha de Dolores Duran, MC Mirapotira e MC Cintia Savoli (BA).

Entre os nomes conhecidos contemplados com o edital estão Ceumar, Elomar, Ednardo, Odair José, Larissa Luz, Filipe Catto, Siba, Jussara Silveira, Anelis Assumpção, Luiz Tatit, Amaro Freitas, Nei Lisboa, Nelson Sargento e Manoel Cordeiro.

Atacada nas redes sociais, a cantora, compositora e atriz Zélia Duncan, desabafou por meio de um vídeo postado no Instagram e Youtube. “Acordei com uma chateação enorme por causa do edital do Itaú Cultural. Eu sou uma trabalhadora do meu ofício. Eu tenho toda uma equipe que trabalha comigo. Eu ajudo essa equipe me mantendo viva pensando que eu posso gerar trabalho para nós e a gente pode continuar. Eu tenho contas pra pagar também. A internet não transformou as pessoas. Ela deu palanque para essas pessoas. Agora todo recalque das pessoas tem um lugarzinho pra aparecer e esse lugar é a internet, por isso mesmo a gente acabou elegendo quem a gente elegeu por causa de fakenews e coisas muito graves que acontece na internet”. Jards Macalé não se pronunciou sobre o caso.

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