Primo de Cássio, prefeito de CG aparece em ‘lista da propina’ da Odebrecht

O nome prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), também aparece nas listas apreendidas pela Polícia Federal contendo possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 24 partidos. Trata-se do mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa a Operação Lava Jato.

O prefeito de  Campina Grande teria  recebido R$ 300 mil no ano de 2014.  Ele é primo do senador Cássio Cunha Lima, atual líder do PSDB no Senado, e um dos defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PSDB).

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no último dia 22 de fevereiro.

Nas planilhas, que se tornaram públicas nesta quarta-feira (23) através do UOL, aparecem ainda os nomes de mais dois políticos paraibanos filiados ao PSDB: o ex-senador Cícero Lucena e o do próprio senador Cássio Cunha Lima.

As planilhas são riquíssimas em detalhes – embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam também nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

O outro lado

O prefeito Romero Rodrigues utilizou as redes sociais para negar qualquer tipo de envolvimento com a Odebrecht. “Na segunda-feira, 28, estarei procurando a Justiça Federal em Campina Grande, pedindo investigação, liberando meu sigilo bancário, fiscal e telefônico e ainda solicitando elucidação desta calúnia e inverdade sobre o tema”, disse o tucano.

“Essa história mal contada de dizer que recebi algum dinheiro da Odebrecht é o maior absurdo da história, vou procurar a Justiça Federal e pedir uma investigação e os esclarecimentos para posterior punição de quem criou essa pirotecnia. Sequer conheço alguém desta empresa”, completou.

Veja abaixo as planilhas:

Cicero

 

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