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Política

Presidente da AMPB diz que Pâmela será acionada criminalmente para ‘dar nomes aos bois’

Jornalista teria acusado judiciário paraibano de ser corrompido e "extrapolou" da liberdade de expressão, segundo a juíza

A juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), explicou o imbróglio envolvendo a entidade e a jornalista Pâmela Bório, que acusou o judiciário paraibano de ser “corrompido”. Ela disse que alguns magistrados irão cobrar na esfera criminal que ela “dê os nomes” dos juízes que supostamente cometem ilicitudes.

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“A gente está buscando na esfera, na seara criminal, que Pâmela Bório especifique quem são essas pessoas, esses juízes a quem ela imputa ilicitudes, condutas ilícitas e irregulares. A Assembleia também autorizou que fossem ingressadas as ações cíveis e nossos advogados estão estudando acerca disso. As ações criminais e penais a associação não tem legitimidade para entrar porque dizem respeito a honra e dignidade de uma pessoa e, nessa visão, somente a própria pessoa que se sentiu ofendida é quem pode entrar. Nós só podemos com relação a ações cíveis”, explicou.

Maria Aparecida rechaçou ainda a tese de cerceamento de liberdade de expressão, explicando que não se trata de um direito absoluto, mas que precisa ser exercido com responsabilidade e fundamentado em dados e ações verdadeiras.

“A Associação dos Magistrados da Paraíba reafirma que defende em toda a sua integralidade o direito da liberdade de expressão, só que cada um de nós aqui sabe que esse não é um direito absoluto. A liberdade de expressão precisa ser exercida com responsabilidade. Precisa ser exercida fundamente em informações verdadeiras. Precisa ter consciência que está atingindo outras pessoas e isso pode gerar um dano muito grande às outras pessoas se não for fundado em dados e na realidade. Nós entendemos naquele momento e os associados unidos em assembleia geral extraordinária que a jornalista extrapolou na sua liberdade de expressão. Ela simplesmente imputou à magistratura como um todo condutas desonestas, condutas ilícitas, que eu posso assegurar que não acontecem na magistratura da Paraíba”, concluiu.

A entrevista da magistrada foi dada ao programa Arapuan Verdade, veiculado pela Rádio Arapuan FM.

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