Polícia cumpre mandado na casa de prefeito de Jacaraú em caso de vereador assassinado

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Polícia cumpre mandado na casa de prefeito de Jacaraú em caso de vereador assassinado
Imagem ilustrativa - Foto: iStock

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta quinta-feira (12) na residência do prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio Cruz, no Litoral Norte da Paraíba. A medida faz parte das investigações sobre o assassinato do vereador Peron Filho, ocorrido em setembro de 2025.

A operação foi realizada por equipes da Polícia Civil da Paraíba com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). O prefeito passou a ser investigado formalmente em dezembro do ano passado, após o avanço das apurações conduzidas pelas autoridades.

De acordo com o delegado Sylvio Rabello, responsável pelo inquérito, a investigação analisa a possível relação entre o gestor municipal e um encontro que teria ocorrido com ex-integrantes da administração local que também aparecem no caso.

Ex-secretário é réu no processo

Entre os investigados está o ex-secretário de Transportes e Mobilidade de Jacaraú, Jeferson Carvalho da Silva, que confessou participação no crime. Ele foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por homicídio qualificado e já responde judicialmente pelo caso.

Também são investigados o ex-secretário de Administração do município, Antônio Fernandes, e Reginaldo Lindolfo da Costa, proprietário de uma pousada na cidade.

Outros dois homens foram presos durante a investigação. Conforme a Polícia Civil, eles teriam sido contratados para executar o vereador, que foi morto a tiros quando retornava para casa.

Crime ocorreu após partida de futebol

Peron Filho foi encontrado morto no dia 15 de setembro de 2025, em uma estrada na entrada do município de Pedro Régis.

Segundo a investigação, o parlamentar voltava de motocicleta após participar de uma partida de futebol em um distrito de Jacaraú quando foi surpreendido pelos suspeitos. Ele foi atingido por três disparos nas costas e morreu ainda no local.

A hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) foi descartada pela polícia durante as apurações. Câmeras de segurança foram analisadas e diversas testemunhas foram ouvidas ao longo do inquérito.

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