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Cotidiano

PMJP deflagra operação ‘caça às bruxas’ após vazamento de áudios

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) deflagrou desde ontem a operação ‘caça às bruxas’ visando identificar a origem do vazamento de conversas entre os secretários Adalberto Fulgêncio (Saúde) e Diego Tavares (Desenvolvimento Social), que apontam para a existência de Caixa 2 na gestão de Luciano Cartaxo (PV).

Alguns servidores já teriam sido demitidos, ao passo em que os fornecedores mencionados nas gravações estariam sendo convocados para “acareações” com os secretários do núcleo rígido da gestão.

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A preocupação da PMJP é que os 27 minutos de áudios a que a reportagem do Paraíba Já teve acesso são apenas a ponta do iceberg. Fontes indicam para a informação de que haveria cerca de 3 horas de gravações entre os secretários, detalhando ainda mais a operação supostamente criminosa.

O medo da gestão é de que o restante do conteúdo gravado chegue ao conhecimento da imprensa.

Entenda o caso

O Paraíba Já teve acesso, com exclusividade, a gravação de uma reunião entre os secretários de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, e o de Desenvolvimento Social, Diego Tavares, em que combinam como arrecadar recursos públicos para a campanha eleitoral do ano passado.

O diálogo ocorreu no final de março de 2018, em que Diego, à época, ainda ocupava a superintendência do Instituto de Previdência de João Pessoa (IPM). Outras escutas envolvendo ‘figuras de proa’ da PMJP teriam sido feitas, mas o portal ainda não obteve para posterior publicação.

Ouça trecho: 

Adalberto sugere, ao longo da conversa, que o prefeito Luciano Cartaxo (PV) estaria sabendo das ‘operações’ e que até mesmo teria pedido para que o fizessem. “Vamos tentar resolver aqui para não ter que conversar com o prefeito. Por mim, dar até pra ir pra lá, mas acho que… Porque ele é igual a você. Num é isso?”, diz Fulgêncio. “Agora, se o prefeito chegasse aqui e dissesse ‘Adalberto, mande ele operar’, mas eu acho que é melhor ficar entre eu e você do que ficar com outras pessoas”, acrescenta o secretário de Saúde.

Em outro trecho da conversa, Adalberto é mais incisivo ao mencionar o prefeito da Capital. “Agora, não sei, assim: os caba vão topar fazer isso? Porque tá todo mundo meio ressabiado. O problema todo é o seguinte, o prefeito pede uma coisa a gente, que eu acho que você tem mais possibilidade de fazer essas coisas do que eu.”

Adalberto chega a demonstrar um certo desconforto, por ocupar a titularidade da Saúde da Capital, e por isso, ser um cargo de bastante destaque. “Quem vai para a imprensa? Quem briga com o Ministério Público? Quem vai pro TCE? Então, em tô muito exposto”, justificou.

Na sequência, o secretário tenta convencer Diego de que ele seria um melhor “operador”, por ter uma relação mais próxima com o prefeito, por não estar no centro das atenções e até mesmo por inexperiência em negociações de supostas propinas.

“Eu vou falar em percentual? De valor? Eu tenho dificuldade de falar com o cara. O que eu vou falar é o que eu sempre fiz, eu sempre fiz assim, que foi com você também… Agora, como é que eu vou operar, o cara chegar aqui com uma mala de dinheiro?”, indaga.

Durante o diálogo, Fulgêncio cita duas empresas que fornecem serviços para a Saúde de João Pessoa, em que os empresários teriam uma relação mais direta, de “intimidade” e que poderiam “desviar” recursos públicos de contratos celebrados com a Prefeitura de João Pessoa.

“Vou dizer aqui, vou abrir o jogo: o cara da Mercúrio, por que ela tem mais relação? Porque ela mudou o foco. Eu disse ‘bicho, vamos mudar…’. Aí eu criei uma relação de todo mês, um negócio aqui, outro aqui… então, eu criei uma relação de intimidade com ele. ‘Tu agora vai ajudar aqui’ e ele ajudou. Ele ajudou, eu não tiro a razão dele, que ele, que ele desvia, tá certo? Esse é o cara que, às vezes, não gostava da maneira, da forma”, explana Adalberto.

Diante da exposição de Fulgêncio, Diego se prontifica para facilitar a operação. “Se você der o valor, eu pego com o caba”, afirmou.

Confira abaixo parte da transcrição do diálogo entre os secretários Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares:

ADALBERTO – VAMO VOLTAR AQUELA CONVERSA LÁ… DEIXA EU TE DIZER.

DIEGO – DIZ.

ADALBERTO – VAMOS TENTAR RESOLVER AQUI PARA NÃO TER QUE CONVERSAR COM O PREFEITO. POR MIM, DAR ATÉ PRA IR PRA LÁ, MAS ACHO QUE… PORQUE ELE É IGUAL A VOCÊ. NUM É ISSO?

DIEGO – MANDOU, EU FAÇO O QUE ELE MANDA!

ADALBERTO – É! ENTÃO, POSSO?

DIEGO – PODE!

ADALBERTO – EU TENHO UMA LEITURA, VEJA BEM: QUEM É MAIS VISADO AQUI QUE O PREFEITO? O IRMÃO DO PREFEITO. ZENNEDY, PORQUE ESSES POLÍTICOS, DE MANEIRA… ELE TEM UMA PARTE QUE É DO PRÓPRIO PROCESSO, MAS ELE É MUITO RESPONSÁVEL, CERTO?

DIEGO – ELE SE EXPÔS, NÉ? EU ACHO QUE O PROJETO É ESSE.

ADALBERTO – É ESSE. PORQUE TODO MUNDO SABE QUE EXISTEM ESSAS OPERAÇÕES EM TODOS OS LUGARES, TANTO É QUE QUANDO VOCÊ CHEGOU, FALOU QUE O GOVERNO DO ESTADO… (INAUDÍVEL) ATÉ O MOMENTO NÃO SABE… MAS NÃO TEM NADA.

DIEGO – NÃO TEM NADA CERTO…

ADALBERTO – MAS O PROJETO QUE TEMOS AQUI DENTRO DO GOVERNO, POR EXEMPLO, A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE É CHEIA. TAVA AQUI CONVERSANDO COM HELENA, COM EMERSON, ACHEI IMPRESSIONANTE QUE… ESCAPASSE AQUI. HOJE EU VIM DO MINISTÉRIO PÚBLICO, AÍ O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, AÍ, OU SEJA: O GOVERNO É FISCALIZADO DE UMA MANEIRA GERAL E AQUI MAIS AINDA. E COM O CONTROLADOR, E COM O PROCURADOR. QUE… POR EXEMPLO, A KAIRÓS TÁ QUERENDO QUE PAGUE UM NEGÓCIO QUE ACONTECEU NO ANO PASSADO, AÍ EU NÃO TENHO CONTRATO MAIS, EU TENHO UMA DÍVIDA COM ELA. AÍ EU DISSE: ‘THIAGO, EU NÃO VOU PAGAR ISSO AQUI, THIAGO. EU VOU PAGAR A SUA DÍVIDA, MAS VOCÊ BOTOU ESSA PORRA DESSE CARA AÍ (INAUDÍVEL) DEIXOU UM CARA LÁ O ANO TODINHO DE 2017. PORRA, COMO É QUE VAI PAGAR ISSO? NÃO TENHO COMO PAGAR. CERTO?’

DIEGO – MAS POR QUE? RECONHECIMENTO DE DÍVIDA?

ADALBERTO – NÃO… PORQUE NÃO TEVE CONTRATO. NÃO TEM CONTRATO! AÍ É POR INDENIZAÇÃO. AÍ SE ELE FIZER ISSO, O QUE É QUE ACONTECE? TEM, SE EU TIVESSE UM PROCURADOR AQUI QUE DISSESSE ‘PAGA’, MAS TÁ DIZENDO QUE, NESSES CASOS QUE O GOVERNO TEM QUE PAGAR E TEM QUE APURAR A RESPONSABILIDADE. AÍ ELE JÁ MANDOU ABRIR AQUI MAIS DE 10 PROCESSOS DESSE JEITO. AÍ, BICHO, AÍ VAI VIRAR UM CARNAVAL.

DIEGO – É VERDADE.

ADALBERTO – TU TÁ ENTENDENDO? ATÉ NO HOSPITAL QUE É CONVÊNIO, ELE TÁ MANDANDO, AÍ EU DISSE ‘MEU AMIGO, SÃO DOIS MESES SEM, SEM, POR QUESTÃO BUROCRÁTICA’. AÍ TÁ TODO MUNDO COM MEDO DA LICITAÇÃO, REGULAÇÃO, TAL, TAL, TAL, TAL, TAL, TEM UMA EXPOSIÇÃO AQUI DE PROJETO. ENTÃO, O QUE É QUE EU DIGO, NESSE SENTIDO, SE EU PASSO A FAZER AQUELA OPERAÇÃO QUE VOCÊ FALOU, EU ACHO QUE A MINHA EXPOSIÇÃO AUMENTA.

DIEGO – POR QUÊ?

ADALBERTO – PORQUE QUER QUEIRA, QUER NÃO… (INAUDÍVEL), HOJE, QUEM VAI PARA IMPRENSA? QUEM BRIGA COM O MINISTÉRIO PÚBLICO? QUEM VAI PRO TCE (TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO)? ENTÃO, EU TÔ MUITO EXPOSTO! ENTÃO, O QUE É QUE EU VOU PROPOR: CARA, POR EXEMPLO, EU ESTAVA FAZENDO UMA LISTA AQUI, AÍ TEM QUE VER E EU ACHO O SEGUINTE (BARULHO COMO SE ESTIVESSE PROCURANDO ALGO)…

DIEGO – O QUE?

ADALBERTO – ESSAS EMPRESAS AQUI SÃO EMPRESAS QUE EU POSSO CHEGAR PARA O CARA, POR EXEMPLO, EU POSSO CHEGAR PRO CARA DA KAIRÓS E DIZER ‘THIAGO, QUERO 600 CONTO, VOU TE PAGAR ESSA PORRA AGORA, É SÉRIO, TEM UMA PARTE (INAUDÍVEL), QUE O QUE TAVA LÁ, EU POSSO ATÉ BOTAR AQUI DENTRO E VOCÊ VAI ME PASSAR POR FULANO DE TAL, CÊ TÁ ENTENDENDO?’. EU ACHO QUE ESSE, EU ACHO QUE A GENTE PODE FAZER ISSO, PORQUE EU NÃO TENHO COMO SER O OPERADOR, EU NÃO POSSO IR MAIS ALÉM DISSO, TÁ ENTENDENDO?

DIEGO – NÃO, TUDO BEM…

ADALBERTO – E AQUELAS RUSGAS QUE VOCÊ FALOU, DE NÃO SEI DE QUE, BICHO, NÃO FOI DAQUI. DESDE AQUELE DIA QUE EU TENHO CONVERSADO COM UM MONTE DE GENTE, SÓ CONVERSADO, SEM EXPOR. ‘RAPAZ ME DIGA UMA COISA, EU NÃO SOU…’ (INAUDÍVEL) É MUITO EXPOSTO. EU NÃO TENHO UMA PESSOA AQUI. A NÃO SER QUE O PREFEITO CHEGUE (INAUDÍVEL). POR QUE É QUE EU VOU PAGAR A KAIRÓS? EU VOU PAGAR A KAIRÓS E EU VOU FAZER UM CONTRATO COM ELA, MAS ELA TEM UM PROJETO NUM SEI AONDE, NUM SEI AONDE E NUM SEI AONDE E EU VOU PAGAR A KAIRÓS. PONTO. TU TÁ ENTENDENDO? EU VOU PAGAR DE DUAS VEZES, MAS PARA ISSO VAI ME EXPOR PORQUE VOU PEDIR AO CARA PRA BOTAR NA LINHA DE PRIORIDADE. QUEM É ESSE CARA? O CARA QUE PROMOVE? FOI INDICAÇÃO DO PREFEITO DE BAYEUX. EU NÃO TENHO GENTE AQUI, TÁ CERTO?

DIEGO – NÃO, TUDO BEM…

ADALBERTO – AGORA, SE O PREFEITO CHEGASSE AQUI E DISSESSE ‘ADALBERTO, MANDE ELE OPERAR’, MAS EU ACHO QUE É MELHOR FICAR ENTRE EU E VOCÊ DO QUE FICAR COM OUTRAS PESSOAS.

DIEGO – É MELHOR A COISA FICAR CALMA. SÃO CONVERSAS…

ADALBERTO – SÃO TRÊS, DUAS CONVERSAS E UMA OPERAÇÃO. EU CONVERSO COM THIAGO…

DIEGO – CERTO, RESOLVE…

ADALBERTO – MAS COM THIAGO, AÍ EU CONVERSO COM THIAGO E DIGO QUE VOCÊ VAI TRATAR COM QUANTO, COMO É QUE VAI SER ESSE VALOR?

DIEGO – É ESSA AQUI, ACHO MELHOR (INAUDÍVEL)

ADALBERTO – SIM, MAS COMO É QUE VAI FALAR, O PROBLEMA, POR EXEMPLO, THIAGO VAI LEVAR QUEM?

DIEGO – NÃO!

ADALBERTO – A NÃO SER QUE EU DIGA: ‘THIAGO, TU VAI EM FULANO E TU JÁ VAI…’. O QUE EU NÃO QUERO, ATÉ PORQUE TEM UMA QUESTÃO QUE EU NÃO IRIA NEGOCIAR. EU NÃO SEI TRATAR ESSAS COISAS, BICHO. EU NÃO QUERO CHEGAR NELE, EU NÃO SEI.

DIEGO – EU TAMBÉM, EU TAMBÉM.

ADALBERTO – EU VOU FALAR EM PERCENTUAL? DE VALOR? EU TENHO DIFICULDADE DE FALAR COM O CARA. O QUE EU VOU FALAR COM O CARA É O QUE EU SEMPRE FIZ, EU SEMPRE FIZ ASSIM, QUE FOI COM VOCÊ TAMBÉM NA, NA, NA… AGORA, COMO É QUE EU VOU OPERAR, O CARA CHEGAR AQUI COM UMA MALA COM DINHEIRO?

DIEGO – SE VOCÊ FIZER A CONVERSA…

ADALBERTO – NÃO DA PRA SER FEITO ASSIM…

DIEGO – …DO VALOR, CERTO, SE FOR SÓ PRA PEGAR, EU RESOLVO. QUAL O DIA QUE O CABA VEM? EU VENHO TAL DIA. MEU AMIGO, NESSE DIA AQUI, CERTO, CADA UM COM UMA ESTRATÉGIA, VOCÊ NÃO PODE FAZER A MESMA ESTRATÉGIA. CADA UM TEM QUE TER UMA ESTRATÉGIA, CONCORDA? EU NÃO POSSO CHEGAR, ENTREGAR TODO MUNDO NO MESMO LOCAL E TAL.

ADALBERTO – É, É…

DIEGO – QUANDO O CABA CHEGAR, COMO AQUELE CABA (INAUDÍVEL) DIA 22 A GENTE SE PROGRAMA PARA A GENTE ALMOÇAR É UMA ESTRATÉGIA. PARA OPERACIONALIZAR TUDO. DIA 15, ELE TÁ AQUI. AÍ VOCÊ DIZ QUANDO ELE VAI, QUANTO ELE FAZ, O QUE É QUE ELE TAL.

ADALBERTO – NÃO, BELEZA, TUDO BEM…

DIEGO – RESOLVE

ADALBERTO – O QUE EU QUERO SABER É O SEGUINTE (INAUDÍVEL). CHEGOU, O CARA CHEGAR… NUNCA TEVE, ASSIM, DE SUA PARTE, POR EXEMPLO… AH, VEIO MENOS, NÃO SEI SE FOI POUCO… OLHA, BICHO, ISSO AQUI TÁ ACABADO. O QUE É, NO MEU JEITO, EU DIGO: ‘THIAGÃO, EU TO PRECISANDO DE AJUDA, AÍ, TAL. VOCÊ PODE AJUDAR? COMO É QUE VOCÊ PODE AJUDAR? MEU AMIGO, É FULANO DE TAL’. ENTÃO, ALGUÉM VAI TER QUE FAZER ISSO AÍ.

DIEGO – PRONTO, VOCÊ FAZ ISSO, ESSA AJUDA, COISA E TAL…

ADALBERTO – AGORA, EU NÃO VOU, EU NÃO QUERO… VAMOS SUPOR QUE EU (INAUDÍVEL), NÃO DAR MAIS DO QUE ISSO. USOU, O CABA PODE RECEBER R$ 10 MIL/ANO, PORQUE NÃO VAI! POR EXEMPLO, A WHITE MARTINS, EU NÃO VOU ATRÁS DA WHITE MARTINS. A CRISTAL É UMA PUTA DE UMA INDÚSTRIA QUE ENTREGA DIREITINHO, COISA E TAL. A INDÚSTRIA, TU TÁ ENTENDENDO? A INDÚSTRIA, ISSO SÃO OS CARAS MAIS DAQUI, QUE FICAM AQUI FEITO URUBU, ARRUDIANDO… ENTÃO, ESSES CARAS MAIS DAQUI, EU TENHO MAIS RELAÇÃO. POR QUE EU TENHO MAIS RELAÇÃO? VOU DIZER AQUI, VOU ABRIR O JOGO: O CARA DA MERCÚRIO, POR QUE ELA TEM MAIS RELAÇÃO? PORQUE ELA MUDOU O FOCO. EU DISSE ‘BICHO, VAMOS MUDAR…’ AI EU CRIEI UMA RELAÇÃO DE TODO MÊS, UM NEGÓCIO AQUI, OUTRO AQUI… ENTÃO, EU CRIEI UMA RELAÇÃO DE INTIMIDADE COM ELE. ‘TU AGORA VAI AJUDAR AQUI’ E ELE AJUDOU. ELE AJUDOU, EU NÃO TIRO A RAZÃO DELE, QUE ELE, QUE ELE DESVIA, TÁ CERTO, ESSE É O CARA QUE, ÀS VEZES NÃO GOSTAVA DA MANEIRA, DA FORMA.

DIEGO – ENTÃO, DEIXA EU FAZER O SEGUINTE…

ADALBERTO – ENTÃO, O CARA…

DIEGO – EU TÔ PENSANDO. ENTÃO, O ESTILO SERIA O SEGUINTE…

ADALBERTO – POR EXEMPLO, O CARA DA DEOTEX. POR QUE QUE FALEI? AJUDA MUITO. CHAMEI ELE NAQUELE DIA, MAS EU NÃO TÔ PAGANDO NADA. COMO ELE VAI OPERAR? TEM QUE TER ALGUÉM PRA IR PEGAR.

DIEGO – NÃO…

ADALBERTO – EU SÓ NÃO QUERO QUE ESSA COISA FIQUE… JÁ JÁ VAI TER UM BUNKER AQUI DENTRO.

DIEGO – SE VOCÊ PEGAR UMA…

ADALBERTO – OU SEJA: VOCÊ BOTA UMA PESSOA.

DIEGO – PRA MIM É MAIS FÁCIL, MELHOR IR PEGAR, EU ACHO… (INAUDÍVEL) É EU, VOCÊ…

ADALBERTO – AGORA, NÃO SEI, ASSIM: OS CABA VÃO TOPAR FAZER ISSO? PORQUE TÁ TODO MUNDO MEIO RESSABIADO. O PROBLEMA TODO É O SEGUINTE, O PREFEITO PEDE UMA COISA A GENTE, QUE EU ACHO QUE VOCÊ TEM MAIS POSSIBILIDADE DE FAZER ESSAS COISAS DO QUE EU.

DIEGO – SE VOCÊ ME DER O VALOR, EU PEGO COM O CABA.

ADALBERTO – VOU DAR UM EXEMPLO, AQUI O CABA CHEGA ASSIM… EU VOU TE PAGAR SEI LÁ, R$ 500 MIL, VAMOS SUPOR QUE EU PAGUE A ELE R$ 500 MIL. AÍ ELE JÁ BOTA NO PAPEL QUANTO QUE É PRA IR PEGAR. NUM É ISSO?

DIEGO – ISSO!

ADALBERTO – AI EU LIGO PRA VOCÊ.

DIEGO –AVISA A DATA E QUANTO.

 

Ouça áudio completo:

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