Pesquisa revela que cerveja se mantém como a bebida queridinha dos brasileiros

A cerveja segue como uma bebida altamente apreciada pelos brasileiros. É o que indica a terceira edição da pesquisa Retratos dos Consumidores de Cervejas, de 2022, realizada pelo podcast Surra de Lúpulo. Cenário nacional também é destaque em outras pesquisas e estudos de pastas, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

De acordo com o estudo, mais de 85% dos entrevistados consomem tanto a versão tradicional quanto a opção artesanal, enquanto os outros 15% bebem apenas a tradicional. 

Na hora de decidir qual produto comprar, fatores como estilo, custo-benefício, preço e indicação de amigos influenciam na escolha. Os locais preferidos para compra são bares e lojas especializadas, seguidos dos supermercados. A pesquisa destaca também que a maioria dos consumidores da bebida está concentrada no Sudeste, seguido pelo Nordeste.

Além disso, o gasto médio com cerveja do grupo que bebe os dois tipos fica entre R$ 201 e R$ 400 por mês, enquanto 29,82% dos que só bebem a versão comum gastam até R$ 100. O levantamento recebeu 4.388 respostas de todos os estados do Brasil e buscou provocar reflexões para colaborar com as tomadas de decisão do segmento cervejeiro nacional.

Após mais de um ano de isolamento social durante a pandemia, a retomada do setor de bebidas e alimentos, aliada à volta do consumidor a bares e restaurantes, contribuiu para o crescimento do mercado de cerveja, que segue consistente. Em alta, o nicho tem espaço para ainda mais avanço e possibilidades de expansão de negócios e investimentos.

Mercado cresce e movimenta bilhões

Segundo dados do Mapa e do Sindicerv, atualmente o setor cervejeiro movimenta mais de R$ 77 bilhões por ano e gera cerca de dois milhões de empregos diretos no Brasil.

Mesmo perdendo uma porcentagem na renda média do brasileiro, como apontado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os dados de produção de bebidas alcoólicas no Brasil mostram crescimento na comparação anual.

Em entrevista à imprensa, Carla Crippa, vice-presidente de assuntos corporativos da Ambev e do Sindicerv, ressalta que o país é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, ficando atrás somente da China e dos EUA.

Números mostram avanços e resiliência frente a crises

Na cadeia que vai do campo ao copo, os postos de trabalho gerados pelo setor movimentam um quantitativo salarial de R$ 27 bilhões. No Brasil, a produção em 2021 foi de 14,3 bilhões de litros da bebida, de acordo com o Anuário da Cerveja 2021, do Mapa e do Sindicerv. A China produz aproximadamente 48 bilhões de litros; os EUA, 22,5 bilhões.

O Anuário da Cerveja 2021 é um documento que traz inúmeros gráficos e informações que indicam algumas das principais características do setor. Em sua conclusão, o Mapa afirma que o setor cervejeiro “vem demonstrando evolução quantitativa e qualitativa e resiliência às crises internas e externas”.

Para além dos dois milhões de empregos, R$ 27 bilhões em salários, R$ 77 bilhões em faturamento e 14,3 bilhões de litros de cerveja produzidos, o momento positivo é reforçado por números do setor, responsável por: 

  • 672 municípios do país com pelo menos uma cervejaria registrada;
  • R$ 115 milhões de superávit nas exportações;
  • 2% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro;
  • 35.741 produtos cervejeiros registados;
  • 1.549 cervejarias de diferentes portes.

Ações podem ser aposta para investir

Diante desse cenário, investir em ações de empresas de capital aberto, como a Ambev e da Heineken, pode ser um investimento interessante para quem quer entrar nesse universo e ser sócio das organizações.

No caso da Ambev, a empresa é listada na bolsa de valores brasileira, a B3, pela sigla ABEV3. Ela também é listada na bolsa de Nova York, a NYSE, como ABEV. Seu portfólio inclui marcas como Skol, Brahma, Antarctica e Budweiser.

Sua concorrente principal é a holandesa Heineken, que adquiriu a Brasil Kirin (dona de marcas como Devassa, Schin e Eisenbahn) em 2017.

Negociadas com o código HEIA34, as ações da cervejaria estão disponíveis para investidores brasileiros serem sócios da empresa por meio de Brazilian Depositary Receipt (BDR). O termo é traduzido livremente como Certificado de Depósito de Valores Mobiliários e se trata de um título que possibilita aos investidores brasileiros.