Pesquisa Ibope aponta rejeição recorde ao PT; PSDB aparece em segundo

Os escândalos de corrupção e o massacre midiático atingiram em cheio a imagem do Partido dos Trabalhadores, segundo pesquisa Ibope divulgada neste domingo (8). Os números apontam que a legenda é rejeitada por 38% da população. Em seguida, aparecem o PSDB com 8% e o PMDB com 6%.

No entanto, paradoxalmente, o PT ainda é o partido que tem o maior número de simpatizantes. São 12%, contra 10% do PSDB e 10% do PMDB.

Isso demonstra que, a despeito da parcialidade do Judiciário e dos meios de comunicação, partidos que são favorecidos pela hipocrisia nacional não tem conseguido ocupar espaços e conquistar corações e mentes da população.

O Ibope captou, por exemplo, que os tucanos também têm hoje uma imagem pior do que de outubro de 2014. Na época, segundo o Ibope, a soma de opiniões “desfavoráveis” e “muito desfavoráveis” sobre a sigla chegava a 45%. Atualmente, atinge 50%.

Saída de lideranças

A imagem desgastada também tem levado o PT a perder lideranças expressivas. No plano nacional, por exemplo, o partido perdeu a senadora Marta Suplicy, que migrou para o PMDB. Na Paraíba, a principal perda da legenda petista foi o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, que se filiou ao PSD.

Além do prefeito Luciano Cartaxo, deixaram o PT na Paraíba os vereadores de João Pessoa Bira Pereira e Benilton Lucena. O segundo pode perder o mandato por infidelidade partidária, já que a cúpula petista na Capital ingresso com ação junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Geografia
A rejeição ao PT é maior na região Sul, onde 46% dos entrevistados apontam a legenda como aquela de que menos gostam – taxa oito pontos porcentuais superior à média nacional. Também se concentra nos setores mais escolarizados e de renda mais alta.

Entre os eleitores com curso superior, a taxa de rejeição ao partido chega a 50%, mas cai para 28% entre os que estudaram até a quarta série. Na divisão do eleitorado por renda, o PT é o mais rejeitado por 46% dos que ganham mais de cinco salários mínimos, e por 28% dos que recebem até um salário mínimo.

O partido também sofre maior rejeição entre os mais jovens (43% na faixa de 16 a 24 anos) que entre os mais velhos (33% entre aqueles com 55 anos ou mais).

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios do País entre os dias 17 e 21 de outubro. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

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