
A operação deflagrada por autoridades de São Paulo nesta quinta-feira (21/5) contra um esquema de lavagem de dinheiro com envolvimento da influenciadora Deolane Bezerra e do PCC iniciou após trocas de bilhetes dentro de uma penitenciária. Segundo documento obtido pelo Metrópoles, as mensagens foram localizadas na caixa de esgoto de uma cela na Penitenciária II “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, em Presidente Venceslau.
Os bilhetes foram descobertos em 2019 após dois detentos darem descarga nos papéis durante uma vistoria na cela. Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC e ao tráfico de drogas dentro da penitenciária, à atuação de lideranças do crime organizado e a planos de atentados contra agentes públicos, incluindo um ex-diretor do presídio.
Um dos manuscritos sugeria uma cobrança de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), sobre a execução do plano de ataque. O bilhete indicava que “aquela mulher da transportadora” havia fornecido o endereço atualizado de um dos alvos do atentado.