Paraibano defende pênalti e leva o Brasil à final olímpica em Tóquio

O Brasil venceu o México por 4 a 1 nos pênaltis depois de empate sem gols no tempo normal e na prorrogação e se classificou na manhã desta terça-feira (3) para a final do futebol masculino nas Olimpíadas de Tóquio. O gol decisivo foi marcado por Reinier, em Kashima.

O goleiro paraibano Santos defendeu a cobrança de Eduardo Aguirre e viu Johan Vásquez acertar a trave – Carlos Rodríguez foi o único que acertou pelos mexicanos. Daniel Alves, Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier marcaram pelo Brasil. É a terceira final seguida de Jogos Olímpicos do Brasil, que defende o ouro conquistado na Rio-2016.

A final das Olimpíadas será no próximo sábado (7), às 8h30, no Estádio Internacional de Yokohama, contra Japão ou Espanha – que definem o classificado ainda hoje. Já a disputa pela medalha de bronze será na sexta (6), às 8h, em Saitama.

O jogo

Com Paulinho na vaga do atacante paraibano Matheus Cunha, que não se recuperou para a partida, a seleção brasileira modificou um pouco o estilo de jogo. Manteve a pressão no campo de defesa do México e conseguiu boas oportunidades até metade da primeira etapa.

A melhor delas em ótima jogada criada de uma ponta à outra até o corta-luz de Claudinho para Guilherme Arana dominar e chutar para defesa de Ochoa. O goleiro mexicano ainda defenderia cobrança de falta de Daniel Alves e chute de Antony.
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Sem muita saída, o México encontrou espaços nos erros do Brasil nos minutos finais e por pouco não abriu o placar. Num lance com Romo e outro, dentro da área, de Antuna, em rápido contra-ataque – após erro de Claudinho no meio.

Segundo tempo

A cabeçada de Richarlison na trave aos 36 minutos do segundo tempo salvou uma segunda etapa de pouca criação e muita confusão. Foram cinco cartões amarelos e quase nada de finalizações. Cesar Montes também ameaçou em tentativa de cabeça perto do fim da partida.
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Jardine tentou mexer na equipe, com Martinelli (saiu Paulinho) e Reinier (saiu Claudinho), mas os mexicanos se defendiam bem e o nervosismo dos brasileiros já era latente com o empate sem gols.

Prorrogação

Malcom substituiu Antony no início da prorrogação, depois Matheus Henrique entrou no lugar de Douglas Luiz. Mas o Brasil só ameaçou em chute de fora da área de Arana. A partida se arrastou no tempo extra, sem oportunidades das duas equipes, embora fosse a seleção brasileira quem tomava a iniciativa do jogo.

Recordista olímpico

A seleção brasileira masculina de futebol chega à terceira final olímpica seguida e se isola como maior medalhista olímpico da modalidade, com a garantia do sétimo pódio na história. Foi ouro em 2016, prata em 1984, 1988 e 2012 e bronze em 1996 e 2008.