A Paraíba alcançou um marco histórico no mercado de trabalho: a taxa de desocupação do estado caiu para 8,7% no primeiro trimestre de 2025, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012.
Esse resultado representa uma queda expressiva de 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 9,9%. Em números absolutos, o número de desempregados no estado diminuiu de 172 mil para 152 mil entre os primeiros trimestres de 2024 e 2025, uma redução de 11,7%.
Recorde na série histórica de 13 anos
Analisando a série histórica da Pnad Contínua, o primeiro trimestre de 2025 se destaca como o período com a menor taxa de desocupação já registrada. As outras menores taxas para o primeiro trimestre foram em 2015 (9,3%) e 2014 (9,4%), demonstrando a consistência do resultado atual.
A força de trabalho na Paraíba, segundo a Pnad Contínua, é de 1,752 milhão de pessoas, sendo que 1,6 milhão estavam ocupadas até março de 2025.
Política fiscal e investimentos impulsionam o emprego
O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, celebrou o novo indicador econômico e social positivo. “A Paraíba alcançar o menor nível de desocupação dos trabalhadores no Estado em toda a série histórica do indicador de 13 anos mostra o acerto da política fiscal e de incentivos que vem andando de mãos dadas com a de desenvolvimento do Estado da Paraíba”, frisou.
Marialvo atribui a queda da taxa de desemprego a uma série de fatores. “O primeiro deles é que o Governo do Estado fez o seu dever de casa bem feito. Equilibrou as contas públicas, gerou superávit e com a poupança iniciou uma política de investimentos de forma ampla, consistente e perene, com recursos próprios, em obras estruturantes. Isso ativou a economia do Estado em todas as regiões, gerando empregos diretos e indiretos com as centenas de obras.”
Além da gestão fiscal equilibrada, o secretário destacou a política de incentivos estaduais, a segurança jurídica e a melhoria do ambiente de negócios e infraestrutura. “Isso atraiu empresas e novos negócios, propiciando uma geração permanente de empregos pela iniciativa privada, reduzindo a taxa de desocupação”, completou.
Geração de emprego histórica na gestão João Azevêdo
O secretário Marialvo Laureano enfatizou o desempenho histórico na geração de empregos formais na gestão do governador João Azevêdo. “Somente nos seis anos da gestão João Azevêdo foram criados mais 1,075 milhão de empregos com carteira assinada e um saldo de 113 mil postos. Nenhum outro período da Paraíba geramos tantos empregos formais. Para se ter uma ideia, nem mesmo na pandemia tivemos saldos negativos de emprego”, lembrou.
Setores com maior ocupação
Os segmentos que mais contribuíram para o número de pessoas ocupadas até o 1º trimestre de 2025 foram:
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 322 mil pessoas.
- Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 305 mil pessoas.
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 174 mil pessoas.
- Indústria em geral: 154 mil pessoas.
- Construção: 148 mil pessoas.
- Serviços domésticos: 110 mil pessoas.
- Alojamento e alimentação: 84 mil pessoas.
- Transportes, armazenagem e correios: 63 mil pessoas.
Sobre a PNAD Contínua
A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil. Realizada pelo IBGE, ela apura o comportamento no mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais, abrangendo todas as formas de ocupação (emprego com ou sem carteira assinada, temporário, por conta própria, etc.). A amostra inclui 211 mil domicílios em 3.500 municípios de todos os estados, com visitas trimestrais e o trabalho de cerca de dois mil entrevistadores.



