
O pai do menino Arthur Davi, de 11 anos, que era autista e tinha deficiência visual, confessou que matou o próprio filho por não querer mais pagar a pensão alimentícia. A informação foi confirmada nesta terça-feira (4) pelo delegado Bruno Germano, da Polícia Civil da Paraíba, em entrevista à CBN Paraíba.
O crime aconteceu em João Pessoa, onde Davi Piazza Pinto veio após sair de Florianópolis (SC). De acordo com o delegado, o suspeito relatou em depoimento à Polícia Civil de Santa Catarina que estava endividado e decidiu tirar a vida do filho para não precisar arcar mais com o valor mensal da pensão, de cerca de R$ 1.800.
“Nós recebemos os depoimentos da Polícia de Florianópolis do procedimento realizado lá e ele confessou a Polícia Militar que tinha matado a criança num apartamento por meio de asfixia. E o laudo saiu hoje também, foi comprovado que foi a asfixia mesmo. Ele levou o corpo do menino até o terreno baldio. Segundo ele, estava apertado financeiramente, pagava religiosamente todo mês, em torno de 1.800 reais de pensão, e decidiu vir pra cá pra matar a criança, pra se livrar dessa dívida. Segundo ele, né? Uma motivação totalmente fútil”, afirmou o delegado Bruno Germano.
Após o crime, o homem levou o corpo do menino até um terreno baldio, onde foi encontrado. Ainda segundo a investigação, o suspeito tinha pouco contato com o filho e teria procurado a mãe da criança recentemente com o intuito de restabelecer a convivência.
Os depoimentos colhidos em Santa Catarina já foram encaminhados à Polícia Civil da Paraíba, que segue com as investigações sobre o caso.