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Opinião: Plano B da oposição será emplacar Cássio na disputa pelo Governo do Estado

Há aqueles que apostam na falta de acessibilidade de alguns rincões paraibanos para mostrar sua verdadeira face ou até mesmo suas emoções. Foi numa festa genuinamente girassol que se encontrava um tucano de representatividade relevante do grupo do senador Cássio Cunha Lima, mais chegado a Romero Rodrigues.

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Para contar essa história, por ora, reservarei o nome dele. Estava lá, com uma camisa branca tentando aparentar uma neutralidade bastante atípica quando se fala dos costumes da política de nosso Estado.

Ele sabia que João Azevêdo (PSB) chegaria a qualquer momento e desatou a comentar sua admiração pelo pré-candidato do governador Ricardo Coutinho (PSB). Explicou que desde criança o conhecia, era de casa e mantinha uma relação fraterna. Comentou, olhando sempre para a porta de entrada, com expectativa pela chegada iminente, que iria abraçar João.

“Quando ele de fato foi lançado como candidato, conversei com ele e até falei ‘olha, te conheço a vida toda e vou ter que votar em alguém que conheço há um ano'”, confessou o tucano.

Ele explicou a problemática pessoal. Gosta de João, o reconhece em suas qualidades, mas é partidário. Publicamente estará na trincheira por Lucélio Cartaxo (PV). “Mas eu tenho vários familiares meus que já me avisaram que votarão em mim e em João”, afirmou.

Conversa vai, conversa vem e entre olhares ansiosos para a porta e o relógio, pois no mesmo dia teria um compromisso partidário com Lucélio em Campina Grande, questionei sobre o desempenho do irmão gêmeo do prefeito de João Pessoa. Ele riu, comentou que encomendou uma pesquisa…

Pela imagem, dá para ver o entusiasmo de Romero Rodrigues

Os números, para ele, quase nunca mentem. Lamentou por não ter Romero candidato. Apontou o presidente do PSDB, Ruy Carneiro, um dos principais personagens que minaram as pretensões do campinense. Romero até queria muito ser candidato a governador, mas ao ver o engajamento dos maiores representantes de seu partido em torno de Luciano Cartaxo, em 2017, faltou coragem.

Questionei mais. E essa conversa que ronda os bastidores de que Lucélio poderia desistir, algo que até mesmo o pré-candidato José Maranhão (MDB) comentou recentemente? Ao responder, não pestanejou: “Ah, se Lucélio desistir, a gente do PSDB vai ter que lançar Cássio. Não vai ter outra saída”.

O tempo impediu do tucano encontrar João. Certamente esperará outra agenda longe dos holofotes. Longe dos olhos.

Mas perto do coração.

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Edilane Ferreira

Jornalista, radialista e utopista. Editora-chefe do Paraíba Já. Contato: [email protected]

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