OMS sinaliza queda do coronavírus no Brasil e alerta agravamento no México

Organização se mostrou preocupada com a situação do México que é terceiro colocado mundial de mortes por Covid-19

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, declarou na sexta-feira (21) que o Brasil atingiu estabilidade no número de novos casos de coronavírus, com tendência de queda em algumas regiões, mas que é necessário manter o padrão para que haja progressão no combate à pandemia. Ao mesmo tempo, a organização se mostrou preocupada com a situação do México, terceiro colocado no ranking mundial de mortes por covid-19, atrás dos Estados Unidos e do próprio Brasil, e sétimo quanto aos contágios.

“A situação no Brasil de uma certa forma se estabilizou em termos de número de infecções detectadas por semana. É certo que as UTIs estão sob uma pressão menor do que já estiveram, e, quando olhamos para as incidências por regiões, a taxa de transmissão foi reduzida, e a aceleração dos casos foi estabilizada”, comentou o diretor da OMS. O Brasil é o segundo país com mais casos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, com 3,45 milhões, e também no número de vítimas da covid-19, com mais de 111 mil, mas a organização apontou para uma estabilização da curva.

“A aceleração do contágio foi contida em várias regiões, e há uma queda clara em outras”, observou Ryan, que, no entanto, o momento no país é crucial e, por isso, exige trabalho das autoridades para que a tendência se confirme.

Na visão da OMS, a magnitude da pandemia da Covid-19 no México não é levada tão a sério quanto deveria, e uma das principais razões para isso é o baixo número de testes diagnósticos realizados.

“A epidemia no México é muito provavelmente subestimada, os testes são limitados a 3 por 100 mil pessoas por dia, o que se compara a mais de 150 por 100 mil pessoas nos Estados Unidos”, comparou Ryan.

Segundo o especialista, que recebe permanentemente informações atualizadas de todos os países, a porcentagem de testes que são positivos chega a 50% em determinados dias. Ryan também revelou que as estatísticas com as quais lida mostram uma clara diferença na mortalidade entre os moradores dos bairros ricos e pobres. Nas regiões menos favorecidas, as pessoas têm até cinco vezes mais probabilidade de morrer de Covid-19, e a situação para os povos indígenas é semelhante.

O médico irlandês disse que o México deve fazer esforços para aumentar o acesso aos testes, pois, na escala em que são realizados atualmente, não se pode fazer uma avaliação realista da situação.

Portal: UOL

 

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