
O sonho do hexacampeonato mundial transformou-se em pesadelo no MetLife Stadium. Em uma tarde fatídica em Nova Jersey, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e acabou eliminado, neste domingo (5). O grande responsável pelo vexame nacional foi o centroavante Erling Haaland, que precisou de apenas dez minutos no segundo tempo para balançar as redes duas vezes e liquidar a equipe comandada por Carlo Ancelotti. Com o resultado, a Seleção Brasileira amarga o maior jejum de títulos de sua história e iguala a sua pior campanha em Mundiais desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final — curiosamente, na edição em que seu atual treinador defendia a Itália dentro das quatro linhas.
A história da partida começou a ser desenhada em um primeiro tempo onde a Noruega ditou o ritmo com a posse de bola comandada por Martin Odegaard, mas foi o Brasil quem criou as melhores chances através da marcação alta. O jovem Rayan conseguiu uma roubada de bola crucial que terminou em pênalti sofrido por Matheus Cunha, mas Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança ao parar no goleiro Nyland. Logo depois, o arqueiro norueguês voltou a operar um milagre em finalização de canhota de Vinicius Jr., frustrando a pressão inicial da Seleção. No segundo tempo, Ancelotti buscou o gol ao colocar Endrick na vaga de Matheus Cunha, e o garoto chegou a receber um passe limpo de Vini Jr. na cara do gol, mas acabou tocando para fora após deixar a bola escapar.
O castigo pelas chances desperdiçadas veio de forma avassaladora pelos pés e pela cabeça de Haaland. Depois de dar um primeiro aviso aos 21 minutos, o gigante norueguês abriu o placar aos 34, antecipando-se ao zagueiro Gabriel Magalhães para escorar o cruzamento de Schjleuderup. Apenas dez minutos mais tarde, o camisa nove mostrou sua fúria ao soltar uma bomba de fora da área que passou por baixo das pernas de Danilo e venceu o goleiro Alisson, decretando o segundo gol da Noruega e o seu sétimo gol em apenas quatro jogos na competição.
Na tentativa desesperada de reagir, Ancelotti colocou Neymar em campo, mas o camisa 10 teve uma atuação discreta e demonstrou claro nervosismo, beirando a expulsão após uma falta dura em Odegaard. Nos acréscimos, Casemiro sofreu uma cotovelada na área e a arbitragem assinalou pênalti. Neymar cobrou com categoria e diminuiu a desvantagem, alcançando a marca histórica de Pelé ao anotar gols em quatro Copas diferentes, mas a reação foi tardia e o apito final selou o adeus precoce dos brasileiros em solo americano. Enquanto a Noruega celebra sua melhor campanha da história e se prepara para enfrentar o vencedor de México e Inglaterra nas quartas de final, o Brasil retorna para casa sob forte pressão, com compromissos de reconstrução agendados apenas para setembro, em dois amistosos contra a Austrália.