Número de pessoas afastadas do trabalho devido isolamento cai 56% em julho, na PB

Segundo dados da PNAD COVID19, divulgados pelo IBGE, entre a população ocupada, o número representava 25,4%, no primeiro mês, e caiu para 11,5%, no último

O número de pessoas ocupadas e que estavam afastadas do trabalho, na Paraíba, devido ao distanciamento social, passou de 329 mil, em maio, para 144 mil, em julho, o que corresponde a uma redução de 56,2% no total, segundo dados da PNAD COVID19, divulgados pelo IBGE, na quinta-feira (20). Entre a população ocupada, o número representava 25,4%, no primeiro mês, e caiu para 11,5%, no último.

No cenário nacional, a conjuntura é semelhante. Entre os 9,7 milhões que estavam afastados do trabalho, 6,8 milhões estavam nessa situação devido ao distanciamento social, queda de 42,6% em relação ao total de pessoas afastadas em junho. “Isso corresponde a menos da metade das pessoas que estavam afastadas em maio, quando a pesquisa começou. Elas retornaram ao trabalho ou podem ter sido demitidas”, explicou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Outro indicador que registrou redução, se comparado ao início do levantamento, foi o de trabalho remoto, que mostra que o número de pessoas que atuavam dessa forma, no estado, passou de 150 mil, em maio, para 134 mil, em julho. Com isso, a proporção em relação ao total da população ocupada e não afastada também caiu, de 16,4%, no primeiro mês, para 12,7%, no último. No entanto, o percentual ainda está acima das médias nacional (11,7%) e regional (9,2%).

No estado, o nível de ocupação, que indica a proporção de ocupados no total de pessoas em idade de trabalhar, ou seja, acima de 14 anos, foi de 38,7% e permaneceu estável diante do verificado em junho (38,8%), mas aponta para uma queda de 1,5 p.p. frente ao constatado em maio (40,2%). A taxa de participação na força de trabalho também teve queda, ao passo que a taxa de desocupação apresentou um aumento gradual.

Além disso, de acordo com a PNAD COVID19, cerca de 495 mil pessoas, que não estavam ocupadas, gostariam de trabalhar no período de referência, mas não procuraram emprego por conta da pandemia ou por falta de oportunidade na localidade.

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