Número de atendimentos no Trauminha de JP cai 45% durante a pandemia

Conforme a diretoria, ao todo, a unidade hospitalar já realizou 24,8 mil atendimentos no ano de 2020

O Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma), conhecido como Trauminha, realizou 3,5 mil atendimentos e aproximadamente 400 cirurgias durante o mês de abril. O número de pacientes que chegaram ao hospital reduziu em relação aos três primeiros meses do ano, antes de iniciar o distanciamento social em combate ao avanço do Coronavírus. Se comparado o número de atendimentos em março (6,4 mil), início da pandemia com primeiro caso registrado na Paraíba, representa uma queda de 45%.

De acordo com a diretora geral do Ortotrauma, Fabiana Araújo, observa-se redução no número absoluto de atendimentos, sem necessidade de internação, entretanto casos graves de vítimas de acidente de trânsito ainda apresentam um fluxo elevado. “O isolamento social serviu como um indicador que a redução do trânsito contribuiu como parâmetro para menos vidas em risco por acidente de trânsito, podendo servir como um alerta para a sociedade”, afirmou.

Ao todo, a unidade hospitalar já realizou 24,8 mil atendimentos este ano, sendo 7,8 mil atendimentos em janeiro; 7 mil em fevereiro; 6,4 mil em março e 3,5 mil em abril. Quanto às cirurgias, o total nos quatro primeiros meses do ano foi de 1,9 mil, sendo 546 em janeiro, 474 em fevereiro, 524 em março e 377 em abril (até dia 28). Do total de 1,9 cirurgias realizadas no ano, 1,6 mil (84%) correspondem à especialidade de ortopedia.

“A situação de pandemia com toda essa situação de vulnerabilidade social, física, psicológica permitiu um estado de reflexão de possibilidade de resgate ao cuidado a si e ao próximo. Em que medidas básicas como higienizar as mãos e etiqueta respiratória podem salvar vidas, assim também obediência às leis de trânsito”, destacou Fabiana Araújo.

Mesmo não sendo hospital de referência para atendimentos de casos de Covid-19, a unidade hospitalar vem adotando todos os cuidados necessários para combater a infecção. “Desde fevereiro, a instituição vem esforçando diuturnamente para realçar a importância da etiqueta respiratória, higienização das mãos seja com sabonete líquido, seja com álcool. Trabalho mediante mídia digital, via WhatsApp, campanha nos setores, distribuição de panfletos e fixação de folders sob os cuidados e vistoria da equipe do núcleo de segurança do paciente”, explicou a diretora geral do Ortotrauma.

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