No Dia do Circo artistas da PB pedem ajuda para sustento durante a pandemia do novo coronavírus

Nesta sexta-feira, 27 de março, Dia Nacional do Circo e Dia Mundial do Teatro, os circos e teatros da Paraíba estão fechados. Esses ambientes de cultura estão cumprindo as recomendações de isolamento para conter o avanço da Covid-19, assim como o restante da população. Porém, sem bilheteria, ficam sem sustento.

Em uma manifestação online, Agniná Canicrã, presidente da Rede de Apoio ao Circo da Paraíba (RAC/PB) pediu ajuda. Ao todo, são 27 circos na Paraíba precisando de auxílio, um total de 700 pessoas. Sem a bilheteria, Agniná pede a colaboração do Governo do Estado e da população.

Com o isolamento social recomendado para a prevenção contra o novo coronavírus, muitas pessoas que dependem dessa interação para trabalhar estão em uma situação crítica. Sem poder receber público, as bilheterias que sustentam os circos paraibanos foram afetadas diretamente e vários artistas estão sem apoio financeiro.

“Vamos ajudar o circo que está na sua cidade, na sua cidade vizinha ou até mesmo que não esteja”, pede Agniná.

O teatro também sofre com a falta de bilheteria. A Ser Tão Teatro já vinha tendo problemas de financiamento, como a escassez de editais e falta de incentivo do governo. Agora, as poucas apresentações que a companhia conseguia fazer acabaram.

“A gente já vinha sofrendo algumas derrotas no campo da cultura e da arte. Ministério que caiu… Pessoas representando a tal Secretaria da Cultura que, na verdade, não nos representa. Os baques já vinham acontecendo. Com essa situação do coronavírus, a coisa piorou”, disse Polyana Barros, presidente da Ser Tão Teatro.

Uma semana antes da convocação de isolamento, o Ser Tão Teatro estava começando a se movimentar para um próximo capítulo. A notícia da quarentena, pegou todo mundo despreparado.

Durante as duas semanas de isolamento, ainda nenhuma alternativa foi encontrada. Entretanto, o contato com a companhia pode ser feito através de seu Instagram.

“Esse é o sentimento, que a gente está abandonado; à mercê da sorte. Nós não somos tratados como trabalhadores. Mas eu sou um tantinho esperançosa. Acredito na arte e na força dos artistas. Já teve muitos momentos difíceis na nossa história que a gente deu a volta por cima”, disse Polyana.

A população pode ajudar os circos, principalmente, com doação de alimentos. Para isto, basta entrar em contato com o número da RAC/PB: (83) 9 9986-8842. Informações do G1.

Comente