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Política

“Não há o que comemorar no governo Bolsonaro”, afirma José Maranhão

Senador paraibano comentou sobre as impressões da atual gestão presidencial e demonstrou certos incômodos

O senador José Maranhão (MDB-PB) foi convidado para a solenidade de celebração dos cem dias do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) mas não compareceu. “Não há o que comemorar. Não se sabe muito sobre o futuro. Eu, particularmente, estou preocupado”, afirmou o senador.

O parlamentar salientou que torce pelo êxito da gestão Bolsonaro, em quem votou no segundo turno. “Mas do jeito que vai, temos que acreditar num milagre. Não sei quem o aconselha. Dizem que são os filhos. Mas esse governo não tem um plano, um projeto, um planejamento para dar esperança ao povo e criar um elã na sociedade, como Juscelino Kubitscheck teve com seu plano de desenvolvimento econômico”, acentuou.

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Previdência

A respeito da proposta de reforma da Previdência Social, Maranhão opinou que o governo terá dificuldades para sua aprovação no Congresso Nacional. “Criou-se muita resistência ao tema desde o governo do presidente Michel Temer. Aliás, eu não sei a quem interessava atrapalhar tanto as reformas naquela época. Criou-se um espaço, uma lacuna no governo e os movimentos sindicais e sociais como os dos “sem terra” se aproveitaram para sair na frente criticando o tema com apoio da oposição. Faltou comunicação para tratar de um assunto tão complexo”, disse Maranhão.

O ex-governador da Paraíba frisou não ter conselhos ou palpites a dar ao presidente Bolsonaro porque “ele não ouve ninguém e não me escutaria”.

Mobilização

Maranhão propõe uma mobilização de bancadas federais, a partir da representação paraibana, para pressionar o Planalto a não inviabilizar o funcionamento de órgãos como o Dnocs. Para ele, há, no momento, uma postura de certa “vacilação” do governo federal em relação a políticas efetivas de convivência com a estiagem.

“Por isso, é importante que a bancada se irmane toda em torno desse projeto para levar à frente o trabalho extraordinário que o Dnocs, historicamente, vem efetuando”. Para ele, a criação de um novo órgão para substituir o Dnocs significa “um modismo que não corresponde à realidade política, social e administrativa do nosso país”.

Transposição e Lula

Ele ainda observa que os fundamentos da atuação do governo no terreno da convivência com a seca já estão mais do que lançados. E menciona que a transposição de águas do rio São Francisco constitui uma realidade para Estados mais atingidos pela seca, como Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Esse processo, no entendimento de Maranhão, é irreversível.

O parlamentar emedebista recordou o início das discussões sobre a transposição, quando já era senador em Brasília. Afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu senadores do Nordeste para ouvir opiniões sobre a interligação de bacias.

“Ele ainda não tinha noção da importância da transposição e estava mal informado. As opiniões não eram unânimes. Até que chegou a minha hora de opinar e ele me perguntou o que eu pensava. Disse-lhe que a transposição das águas do rio São Francisco era a única solução para a nossa região. Não tinha outra alternativa senão integrar o rio São Francisco com a bacia hidrográfica do Nordeste Setentrional por meio de uma ação ciclópica”. As informações são do Correio da Paraíba.

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Redação Paraíba Já

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