Myriam quebra silêncio e aponta ‘sociopatia’ de Tyrone: “ciumento, controlador e possessivo”

A advogada Myriam Gadelha quebrou o silêncio sobre a agressão sofrida pelo seu então namorado, o prefeito de Sousa Fábio Tyrone (PSB). Ela revelou detalhes da noite em que foi violentada, negou que tenha provocado ou iniciado qualquer briga, disse que não foi a primeira agressão física que sofreu de Tyrone e ainda chamou o gestor de “sociopata”, pois o mesmo estaria contando mentiras em sua versão sobre o caso.

“Foram agressões muito violentas. Eu fui jogada no chão, recebi socos. Estou cheia de hematomas e dores. Eu não queria me manifestar agora, mas diante das declarações de Fábio, numa rádio agora pouco, eu acho que tenho a responsabilidade e o dever com a minha história e com a história de diversas mulheres que passaram por essa situação de falar”, afirmou.

Diferentemente do que foi alegado por Fábio, Myriam sustenta que a tese de que teria provocado as próprias agressões que sofreu não procede. Ela citou que o prefeito tem um histórico de ciúmes e possessividade e que teriam sido essas as razões que motivaram a discussão e consequente agressão sofrida.

“Desconheço legítima defesa em razão de ciúmes. Ele disse que foi provocado, enfim, essa provocação que ele diz, foi o ciúmes que ele sentiu durante a festa que a gente tava, como era de praxe. Ele era muito ciumento, controlador e possessivo. Toda a Paraíba sabe que não é a primeira vez que ele fez isso com uma mulher”, argumentou.

De acordo com a advogada, as agressões começaram antes de chegarem em sua casa, ainda no carro em que os dois voltavam de uma festa na região. Além disso, a versão de Tyrone, de que teria pedido para parar o carro e ir embora não corresponde com a realidade.

“Ele não é vítima. Ele não fez legítima defesa porque não existe legítima defesa desproporcional. Ele me espancou, a palavra é esta. Ele conta uma história de que eu dei o primeiro tapa nele, o que não é verdade. Depois que saímos da festa ele me deu um tapa dentro do carro. Ele disse que pediu para parar o carro, o que é outro incongruência porque era ele quem estava dirigindo o carro. Então não tinha como”, garantiu.

Ouça:

* Audio de entrevista ao ‘Rádio Verdade’, da Arapuan FM