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Política

Ministros do STJ decidem pela manutenção da liberdade de Ricardo Coutinho

Relatora afirmou, em seu voto, que o decreto de prisão não demonstra de forma categórica como Ricardo ainda agiria atualmente, sem nenhum cargo eletivo

A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, reunida em sessão nesta terça-feira (18), garantiu habeas corpus ao ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista conseguiu por 4 votos a 1 o direito de responder o processo na Operação Calvário em liberdade.

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A relatora Laurita Vaz, primeira a votar, fez um breve histórico do processo. Já em seu voto, a ministra rejeitou o agravo da Procuradoria-Geral da República (PGR), decidindo por manter Ricardo considerando que o ex-gestor não tem influência para interferir nas investigações.

“O decreto prisional não demonstra de forma categórica de que forma o paciente age de forma delituosa atualmente, pois não exerce mais o cargo de governador. Não há no decreto nenhuma referência concreta de quem seriam os agentes que ainda atuariam na Ocrim e quais papéis ainda desempenham no grupo”, afirmou a ministra.

Em substituição à prisão, propôs o comparecimento periódico à Justiça, proibição de manter contato com outros investigados (exceto o irmão, Coriolano Coutinho), proibição de ausentar-se do local de residência e afastamento de atividades econômicas dos empresários investigados (medida voltada para os empresários investigados na operação).

O ministro Sebastião Reis acompanhou Laurita Vaz no STJ para negar o pedido da PGR de decretar nova prisão de Ricardo Coutinho.

O ministro Rogerio Schietti Cruz, por sua vez, votou a favor do recurso da PGR para prender novamente Ricardo Coutinho.

O voto que garantiu a liberdade ao ex-governador veio do ministro Nefi Cordeiro.

Para encerrar, Antonio Saldanha Palheiro seguiu a relatora e o julgamento foi encerrado com votação de 4 a 1 em favor do socialista.

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Redação Paraíba Já

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