Ministro paraibano descarta possibilidade de paralisar vacinação no Brasil

Em entrevista à CNN, Marcelo Queiroga disse que, apesar da falta de matéria-prima, tanto o Butantan quanto a Fiocruz continuarão produzindo imunizantes

O médico paraibano Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde do governo Bolsonaro, afirmou à CNN Brasil que “não há possibilidade de paralisar a vacinação no Brasil” por falta de insumos.

Queirga reconheceu que há atraso na entrega do insumo farmacêutico ativo (IFA), principal matéria-prima da vacina, mas disse que tanto o Instituto Butantan quanto a Fundação Oswaldo Cruz vão continuar produzindo vacinas. “A meta de vacinar um milhão de pessoas por dia está mantida”, afirmou o ministro.

O médico paraibano disse ainda que o governo está dialogando com outros países para garantir a chegada de vacinas e de insumos e, com isso, acelerar a vacinação no país. “O chanceler Carlos Alberto Franco França está em contato com China, Índia, Rússia e EUA”, pontuou.

Na quarta-feira (7), a CNN antecipou a paralisação no envase da Coronavac, vacina distribuída pelo instituto Butantan. Sem o insumo farmacêutico, a produção de novas doses está comprometida. Segundo o instituto, a nova remessa dos insumos, que deveria chegar nesta semana, está “prevista para a próxima semana”.

Após jantar com empresários em São Paulo na noite dessa quarta-feira, Queiroga afirmou ter conversado com o embaixador da China no Brasil para tratar sobre o atraso nos insumos.

“Tivemos com o embaixador Yang Wanming, e ele tem sido muito sensível a essa questão. Vamos continuar dialogando para buscar superação dessa questão do IFA.”

Imunização paralisada

O Distrito Federal é uma das unidades da federação que precisou paralisar a vacinação de pessoas com 66 anos. Somente 6% do público nessa faixa etária foi vacinado na capital do país. Ao contrário do que recomenda o Ministério da Saúde, o governador do DF, Ibaneis Rocha, preferiu reservar a maior parte das vacinas para aplicação da segunda dose.