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Política

Ministra Rosa Weber assume comando do TSE e das eleições

A ministra Rosa Weber será investida, amanhã, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral com o desafio de comandar um processo eleitoral tumultuado pela insistência do Partido dos Trabalhadores em registrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva novamente a presidente da República, apesar do líder petista estar preso na Polícia Federal em Curitiba, cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de reclusão sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Rosa Weber substituirá, no cargo, ao ministro Luiz Fux, que também terá encerrada a sua permanência nos quadros do TSE.

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Discreta, Rosa Weber evita publicizar intenções de votos que irá proferir nas sessões plenárias do Tribunal, somente se manifestando quando da sua vez no colegiado. Fux sai da presidência deixando o entendimento pessoal de que a candidatura do ex-presidente Lula da Silva é “irregistrável” em virtude da sua condenação e prisão, o que o enquadra automaticamente na Lei da Ficha Limpa. Numa matéria exclusiva e detalhada, a revista “IstoÉ” insinuou que os dias do “candidato Lula” estão contados, se depender do Tribunal Superior Eleitoral. O texto relata que “para evitar a esculhambação do processo democrático, o TSE se articula com o Ministério Público Eleitoral com vistas a barrar até o dia 23 de agosto a candidatura ilegal de Lula”. E enfatiza a revista: “A decisão já está tomada, à luz da lei da Ficha Limpa: o petista não poderá concorrer ao Planalto”.

Comentando sobre o perfil da ministra Rosa Weber, a “IstoÉ” diz que se trata de uma magistrada bastante rigorosa. “Não é condescendente com condutas consideradas ilegais. Costuma respeitar as decisões do colegiado. Foi assim com o pedido de habeas-corpus de Lula: apesar de ser favorável à revisão da prisão em segunda instância, não concedeu o pedido da defesa do ex-presidente, seguindo a decisão do colegiado de permitir a prisão”. Luiz Fux também é descrito como defensor da Lei da Ficha Limpa e como o presidente que passou a filtrar os candidatos que não se enquadram na normativa. O novo vice-presidente do TSE, José Roberto Barroso, juntamente com Rosa Weber, é tido como rigoroso, oriundo da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, conhecida como “Câmara de Gás” pelos advogados pela inflexibilidade na aplicação de punições. Barroso firmou-se como porta-voz do grupo ligado ao combate à corrupção no Supremo. Com informações de Os Guedes

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Redação Paraíba Já

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