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Cultura

Membros do MEL censuraram Linn da Quebrada por conta do vocabulário e receio do público conservador de JP

A novela sobre a censura na Parada LGBT de João Pessoa, edição deste ano, continua. A cantora Linn da Quebrada publicou, no Twitter, áudios de membros do Movimento do Espírito Lilás (MEL) debatendo a escolha da atração do evento. Para eles, o vocabulário de Linn seria muito marginal e o público pessoense tem perfil conservador. Além disso, o momento político não seria, de acordo com eles, propício para uma atração como a cantora, pois tornaria o MEL alvo fácil para críticas de bolsonaristas.

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“A Linn da Quebrada tem… nada contra o artista, nada contra a pessoa, nada contra nada, só contra o vocabulário. Imagine você estar numa Parada onde você vai escutar uma música que diz que você chupa cu, chupa buceta e vai morrer na punheta; onde diz que travesti não tem deus e que travesti de rua, principalmente as que fazem programa, se sentem em esgoto?”, questionou um dos membros do MEL.

Ouça os áudios abaixo:

Entenda o caso

Tudo começou quando a cantora Linn da Quebrada emitiu uma nota, no dia 2 de agosto, comunicando ao público sobre o cancelamento de sua apresentação na Parada LGBT de João Pessoa, que aconteceria em setembro. De acordo com a artista, a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), órgão da Prefeitura da capital, agiu de forma transfóbica e impôs censura ao seu trabalho.

“Vetou o show por considerarem o discurso da artista, nas palavras da Funjope, ‘muito pejorativo’ para o evento”, explica inicialmente. “A justificativa do veto se deu pelo posicionamento que Linn da Quebrada tem como artista, consequentemente seu trabalho, e o que a mesma representa como corpo político”, segue.

Devido ao posicionamento da Fundação, a Frankla, co-organizadora do evento e que realiza as tratativas empresariais com Linn, deixou as funções no evento e também classificou o episódio como censura.

Na semana passada, a organização da Parada LGBT+ de João Pessoa divulgou nota de esclarecimento sobre a contratação de artistas para o evento e rebateu o pronunciamento da artista Linn da Quebrada, alegando ter sido censurada a mando da Funjope (Fundação Cultural de João Pessoa). De acordo com as entidades que fazem parte da Parada LGBT+, elas apresentam uma lista de artistas que poderiam tocar no evento à Funjope que fica com o encargo de negociar, de acordo com seu orçamento, com os artistas e contratar os mais viáveis financeiramente.

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Edilane Ferreira

Jornalista, radialista e utopista. Editora-chefe do Paraíba Já. Contato: [email protected]

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