MEC contrata empresa acusada de integrar negócios investigados na Operação Calvário

O ministro Abraham Weintraub (Educação) divulgou vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (6) onde mostra um educacional que deve ser distribuído Brasil afora. Ele estava acompanhado da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (FNDE). Curioso é que a empresa contratada pelo Ministério para produção dos kits é a Brink Mobil, alvo de denúncias na operação Calvário.

A Brink Mobil pertence ao empresário Valdemar Ábila, que atualmente está cumprindo prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. O empresário que fechou contrato com o MEC é o mesmo que foi acusado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, de ter pago R$ 1,8 milhão a título de propinas durante a gestão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

A empresa recebeu pagamentos da ordem de R$ 76 milhões entre 2011 e 2018. Um esquema o pagamento de propinas nos contratos com a Brink Mobil. Ábila foi preso no dia 17 de dezembro do ano passado, na sétima fase da operação Calvário, batizada de Juízo Final. Ele deixou a prisão em 5 de fevereiro, depois de decisão do desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator da matéria no Tribunal de Justiça da Paraíba.

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