- Publicidade -
Cotidiano

Margareth Diniz convoca reunião para aderir a MP de Bolsonaro e quer retirar poder estudantil, diz Frente de Estudantes

Reitora tem intuito de aprovar e encaminhar às pressas as regras para o processo de consulta eleitoral da próxima gestão da Reitoria

A atual reitora da Universidade Federal da Paraíba UFPB), Margareth Diniz quer acelerar o processo de deliberações que restringem o poder da comunidade acadêmica no período eleitoral que se aproxima, de acordo com a Frente de Articulação de Estudantes em Luta da UFPB. A eleição para reitor da instituição acontece neste ano. A reitora convocou para esta sexta-feira (28) uma Reunião Extraordinária do Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo de deliberação da instituição, no intuito de aprovar e encaminhar regras para o processo de consulta eleitoral da próxima gestão da Reitoria da universidade.

- Continua depois da publicidade -

De acordo com a nota da Frente de Articulação de Estudantes em Luta da UFPB, “na contramão dos ideais da comunidade acadêmica da UFPB, com esta iniciativa, a reitora configura adesão aos termos da Medida Provisória imposta por Jair Bolsonaro (MP nº 914 de 24 de dezembro de 2019), na qual dispõe sobre a retirada da autonomia e de direitos tão importantes para a nossa Universidade Pública”.

Ainda conforme os estudantes, a reitora visa aprovar, através do Consuni, o processo eleitoral para a escolha da próxima gestão da reitoria enquanto vigora essa MP. Com isso, acontece o extermínio da paridade de voto entre as categorias, elimina a possibilidade de escolha do vice-reitor, retira da comunidade acadêmica a escolha democrática e extingue a escolha da Direção de Centro por eleição.

“Não podemos nos calar”

“Vamos aceitar que retirem nossa autonomia e nosso direito de escolha no processo eleitoral de quem estará à frente da instância máxima da nossa Universidade? Não podemos nos calar diante de tamanho retrocesso e ataque à nossa Universidade!”, diz trecho de nota divulgada pela Frente estudantil.

A entidade convoca interessados para estar na sexta-feira (28), às 9h, na reunião do Consuni. “Vamos levar nossa voz e ocupar o CONSUNI: em defesa da autonomia da Universidade Pública e da Democracia! Vamos nos posicionar CONTRA a MP de Bolsonaro e a essa postura inaceitável da atual gestão, que para permanecer no poder a qualquer custo, convoca uma reunião de portas fechadas, onde sem diálogo e de modo arbitrário, incita a retirada dos nossos direitos na Universidade! Somos estudantes e exigimos respeito. Não vamos permitir que decidam por nós!”, finaliza a nota.

Detalhes do que a MP proporciona na eleição da UFPB, de acordo com Frente estudantil

1. Exterminar a paridade de voto entre as categorias – ao invés de considerar o voto igualitário entre os segmentos, determina que a consulta tenha peso com a seguinte diferenciação: 70% docentes, 15% técnicos-administrativos e 15% discentes;

2. Eliminar a possibilidade de escolha de vice-reitor – as candidaturas serão permitidas somente com um único nome;

3. Retirar da comunidade acadêmica a escolha democrática – ou seja, forma lista tríplice com os três mais votados, dos quais será escolhido um dos nomes em detrimento de indicação sob intervenção superior do presidente, não sendo necessariamente aquele mais votado;

4. Extinguir a escolha da Direção dos Centros por eleição – também será por indicação e não mais consulta eleitoral.

Comente

Redação Paraíba Já

Fundado em maio de 2010, o Paraíba Já é um portal de notícias sediado em João Pessoa (PB), que tem compromisso com a verdade, fazendo um jornalismo de qualidade e relevância social.

Artigos relacionados

5 Comentários

  1. Gente… até onde sei essa reitora é anti-bolsonaro e claramente contra o future-se. Existem limites institucionais? Sim. Não concordo com a decisão conservadora / cautelosa da UFPB diante dos cortes orçamentários do MEC (a UFBA, por exemplo, optou por manter as contratações de professores, que na UFPB continuam suspensas). Também critico a falta de transparência no processo a que me referi, de não ter havido um documento / comunicado oficial da UFPB em relação à suspensão das nomeações. Mas daí a dizer que Margareth está “flertando com o bolsonarismo” parece ter uma distância e tanto, não? Que tipo de contribuição um texto escrito desse modo pode trazer ao debate e à luta política que deve, sim, ser feita? Precisão e maturidade são necessárias a quem de diz comprometido com a verdade.

  2. Se a reitora incorpora a decisão de seguir uma MP emitida pelo governo Bolsonaro, que visa ferir de morte a autonomia universitária, então o que dizer da magnífica? Ela está ou não aliada aos compromissos do atual governante?

  3. Falta a UFPB publica uma nota sobre os provimentos dos técnicos-administrativos a PROGEP não responde a e-mail nem telefone. transparência com os homologados do concurso. Outras universidades e institutos federais já pronunciaram quanto isso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar