O ato em defesa do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que teve início na noite desta terça-feira (23), e realizou uma caminhada até a sede da Justiça Federal na Paraíba (JFPB) na manhã desta quarta-feira (24), terminou em confronto entre os manifestantes e a Polícia Militar da Paraíba, quando os manifestantes tentaram invadir o prédio da JFPB e passaram a atirar pedras no prédio. A PM respondeu com tiros de borracha e bombas de efeito moral, para controlar a situação.

Um dos atingidos pelas balas de borracha foi o deputado estadual Frei Anastácio (PT), que estava acompanhando o ato desde a noite desta terça-feira. “Os trabalhadores se aproximaram do portão e, de repente, a PM, mais a frente, e a Polícia Federal, mais atrás, começaram a atirar balas de borracha. Quando eu dei fé, pegou uma na minha testa e eu caí. Eu estava a mais de 40 metros do portão”, descreve.

Pelo menos três manifestantes e um policial militar ficaram feridos, sendo que um dos manifestantes feridos foi encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O policial militar foi atingido na cabeça por uma das pedras jogadas pelos manifestantes, perdendo a consciência por alguns instantes. Tanto ele como, também, os manifestantes que também ficaram feridos, foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no local.

O recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a ser julgado na manhã desta quarta-feira (24) pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (PR). A apelação é contra a condenação de 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá, que foi aplicada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, em Curitiba (PR).

Os manifestantes deixaram a Praça João Pessoa por volta das 8h30 desta quarta-feira e seguiram, via a avenida Epitácio Pessoa, até a sede da Justiça Federal na Paraíba. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), os atos acontecem em João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Sumé e Sapé.

Informações do Jornal da Paraíba

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