Julgamento de Moro é retomado e está a 1 voto de manter o mandato

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) retomou, nesta terça-feira (9/4), o julgamento do senador Sergio Moro (União Brasil-PR). A sessão começou com placar de 3 a 1 contra a cassação do ex-juiz. No primeiro voto, do desembargador eleitoral Julio Jacob Júnior, a diferença diminuiu, e o placar foi para 3 a 2.

Julio Jacob Júnior elogiou tanto o voto do relator quanto o que abriu a divergência. No entanto, decidiu aderir ao voto divergente, do desembargador eleitoral José Rodrigo Sade. Jacob votou pela procedência das ações pela cassação e inelegibilidade de Moro. Ele considerou que houve abuso de poder econômico na pré-campanha.

“Apenas o pré-candidato Sergio Moro teve possiblidade de acesso a recursos desmedidos do fundo partidário para disputa ao Senado no Paraná, afetando, sim, a igualdade de oportunidades buscada”, considerou o desembargador em seu voto.

Até o momento, cinco dos sete desembargadores da Corte votaram, sendo que três opinaram pela rejeição dos pedidos feitos pelo PT e pelo PL de cassação e inelegibilidade, e dois são favoráveis.

Os partidos acusam o senador de abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação ao longo da campanha eleitoral de 2022 e caixa dois.

O próximo a votar é Anderson Ricardo Fogaça. A seguir, o presidente da Corte, Sigurd Roberto Bengtsson.

Para ser cassado ou absolvido, o senador precisa ter um placar de, pelo menos, 4 a 3 (contra ou a favor). Após o resultado, ainda cabe recurso de alguma das partes ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), independentemente do desfecho.