Incêndio atinge galpão da Cinemateca Brasileira na Zona Oeste de SP

De acordo com informações preliminares, não há vítimas no local. Onze viaturas foram enviadas para combater o fogo

Um incêndio atingiu o galpão da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (29).

O Corpo de Bombeiros informou que recebeu um chamado para fogo em edificação comercial por volta das 18h na Rua Othão, 290. No endereço há um galpão de cerca de 6.356 m² de área construída onde parte do acervo da Cinemateca Brasileira é guardado.

De acordo com informações preliminares, não há vítimas no local. Onze viaturas foram enviadas para combater o fogo. Segundo o major Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, no galpão há materiais altamente inflamáveis.

“Nós temos o registro de ser um local onde temos diversos materiais combustíveis diferentes. Arquivos de filmes, que tem acetato altamente inflamável e todos os materiais que compõem a edificação”, disse Major Palumbo.

O local já foi atingido por outro incêndio em 2016. Cerca de 500 obras foram destruídas pelo fogo.

No ano passado, um temporal alagou o galpão e parte do acervo foi, novamente, comprometido. A instituição não revelou quais itens foram danificados.

Incêndio no galpão da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina, Zona Sul de SP. — Foto: Reprodução/TV Globo

Incêndio no galpão da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina, Zona Sul de SP. — Foto: Reprodução/TV Globo

Em julho de 2020, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) entrou com uma ação na Justiça contra a União por abandono da Cinemateca Brasileira. A promotoria questiona a falta de contrato para gestão da instituição.

O contrato para gestão da Cinemateca firmado entre o governo federal e a Organização Social (OS) Associação Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) terminou no dia 31 de dezembro de 2019 e, desde então, não houve nova licitação.

Na ação judicial, a promotoria destaca problemas como risco de incêndio, falta de vigilância, atrasos nas contas de água e luz, e atraso no pagamento de salários.

No entanto, em maio deste ano, o MPF-SP suspendeu a ação contra a União depois que o governo federal se comprometeu a mostrar as ações implementadas pela preservação do patrimônio no prazo de até 45 dias.

Do G1.