Hugo Motta explica projeto que regula trabalho por aplicativo no Brasil
Deputado Hugo Motta – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos–PB), defendeu, nesta quarta-feira (23), a proposta que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar paraibano afirmou que o objetivo do projeto é “garantir segurança, direitos e oportunidades” para os trabalhadores do setor.

A fala de Hugo Motta ocorre após a instalação da comissão especial que vai analisar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD–CE).

“Criamos na Câmara uma comissão especial para discutir uma regulação moderna para esse novo mercado de trabalho. O nosso objetivo é simples: encontrar um caminho que traga segurança, direitos e oportunidades para esses trabalhadores”, declarou Motta.

O que propõe o PLP 152/2025

A proposta estabelece uma série de direitos para motoristas e entregadores de aplicativo, como:

  • Inclusão previdenciária dos trabalhadores;

  • Regras transparentes de remuneração;

  • Recebimento integral das gorjetas;

  • Impedimento de penalização por desconexão ou recusa de corridas/entregas.

Além disso, o texto também determina responsabilidades para as plataformas, que deverão:

  • Garantir a segurança do serviço prestado;

  • Recolher as contribuições sociais obrigatórias.

“Vamos garantir direitos a esses trabalhadores desse novo mercado de trabalho que veio para ficar”, reforçou o presidente da Câmara.

Comissão especial e expectativa internacional

A comissão especial será presidida pelo deputado Joaquim Passarinho (PL–PA) e terá como relator Augusto Coutinho (Republicanos–PE). Para Hugo Motta, o equilíbrio entre os interesses das empresas e dos trabalhadores será a chave para uma regulamentação eficaz.

“Queremos garantir às empresas que elas seguirão crescendo e gerando renda. Tenho plena certeza de que o Brasil irá aprovar uma lei que será exemplo para o mundo inteiro”, afirmou.