Governadores pedem reunião com ONU para discutir a pandemia no Brasil

Gestores pedem a "sensibilidade do mundo e ajuda humanitária" devido à crise sanitária, e a ajuda na aquisição de mais vacinas contra a Covid-19

O Fórum Nacional de Governadores enviou, na terça-feira (30) uma carta ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pedindo uma reunião para discutir a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Os gestores pedem a “sensibilidade do mundo e ajuda humanitária” pela atual situação do país na crise sanitária, e a ajuda na aquisição de mais vacinas contra a Covid-19.

“Atualmente, o país é considerando o epicentro da pandemia no mundo, registrando o maior número de óbitos por dia, além de apresentar enormes riscos de propagação de variantes, mais contagiosas e letais, do novo coronavírus”, afirma o documento, assinado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Na carta enviada à ONU, os governadores afirmaram que o Brasil já fez parte de várias ajudas humanitárias lideradas pela entidade e que os países que integram o grupo sabem da gravidade da pandemia no Brasil.

O documento diz que o encontro com o secretário-geral é para que seja apresentado a ele o “Pacto Nacional em Defesa da Vida e da Saúde”, que foi divulgado pelo Fórum no início do mês, com medidas para combater a pandemia no país.

“Em face dos alarmantes casos de adoecimentos e mortes em nosso país, tornou-se imprescindível a formulação de um documento com diretrizes para a emergencial tomada de providências que possam mitigar o flagelo decorrente do novo coronavírus em solo brasileiro, o qual vem despertando a preocupação da comunidade científica mundial e dos líderes dos Estados-membros da ONU”, diz a carta.

O documento afirma ainda que os governadores estão adotando medidas restritivas em seus estados para evitar a propagação do vírus e fala da dificuldade de atendimento nos hospitais públicos e privados. Ele também aponta a escassez de insumos hospitalares, como oxigênio, medicamentos e a falta de profissionais da saúde.

“Computam-se diariamente mais de 3 mil óbitos, número que assusta e merece atenção redobrada de instituições e organizações que possam somar esforços para a superação dessa devastadora crise sanitária. Além das medidas restritivas, convém acelerar o processo de vacinação, especialmente nos meses vindouros de abril e maio”, o documento reforça.

Redação com o UOL