Gestão Romero concede novo aumento da passagem de ônibus e silencia sobre VLT em CG

A reunião realizada pelo Conselho Municipal de Transportes Públicos de Campina Grande, que contém entre seus membros integrantes diretos, vários auxiliares da gestão do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD) e de seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP), foi homologou ontem (29), mais um aumento na passagem de ônibus na cidade que passará dos atuais R$ 3,70 para R$ 3,90.  Um dado curioso que chama a atenção é o silêncio da atual gestão municipal sobre o andamento das obras do o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), prometidas pelo prefeito que buscou junto ao Governo Federal impedir o Governo do Estado de realiza-se a obra.

 

O aumento para R$ 3.90, homologado pelo prefeito ontem (29), já vale para essa sexta-feira (31). Os usuários do cartão “Vale bus card” irão pagar o valor de R$ 3,75. Vale ressaltar que Romero prometia em vídeo, que durante sua gestão iria diminuir os preços das passagens, algo conflitante a realidade desde que assumiu a PMCG, em 2013, aonde vem sempre homologando aumentos acima dos índices inflacionários. Veja o que Romero prometia: https://globoplay.globo.com/v/2645811/

 

VLT– Ainda no ano passado, o prefeito Romero Rodrigues buscou junto ao Governo Federal impedir que o Governo do Estado realizasse a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), alegando que o mesmo iria realizar, tal obra que reduziria bastante os custos de transportes sobre os trabalhadores, já penalizados com os seguidos aumentos nas passagens dos ônibus em Campina. Mas já no final do ano de 2019, o prefeito mudou de ideia e anunciou junto à imprensa que não tinha data para dar início às obras culpando o presidente Jair Bolsonaro de não conceder o documento de ‘direto de uso’, que segundo ele, permitiria o inicio das obras. Veja detalhes onde Romero culpa Bolsonaro: https://portalcorreio.com.br/nao-ha-prazo-para-vlt-operar-em-cg-diz-romero-rodrigues/

 

Em contraponto, o governador João Azevêdo, que já tinha conseguido em audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, o compromisso de repassar a concessão para o Estado, foi impedido por uma articulação política do prefeito de dar início a obra, mesmo já tendo os recursos para viabilizar o VLT. João Azevêdo contou que, quando esteve em Brasília, no final do ano passado, disse ao ministro da Infraestrutura “nós temos o dinheiro, nós temos o projeto, nós temos os técnicos que querem realizar o trabalho e vamos fazer; o ministro disse: esse é o tipo de projeto que eu gosto, que vem pra cá, que não pede nada”.

 

“Se o prefeito de Campina Grande disser que tem o dinheiro para fazer, como o Estado tem os recursos, que diga, anuncie e comece a fazer a obra. Não tem problema de disputa política comigo, jamais. Agora, tem uma coisa: se ele não fizer até a data que ele deixar a prefeitura, o Estado vai lá, refaz o projeto e executa a obra, porque nós temos compromisso com o povo de Campina Grande, que eu assumi durante a campanha e disse várias vezes que implantaria, e eu não preciso de recursos do governo federal para fazer essa obra”, disse o governador.

 

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