França fecha mesquita em Paris após decapitação de professor

As autoridades francesas ordenaram o fechamento temporário de uma mesquita nos arredores de Paris nesta terça-feira (20), parte de um movimento de repressão a extremistas muçulmanos que incitam o ódio após o caso da decapitação de um professor que mostrou caricaturas do profeta Maomé a seus alunos.

Antes do ataque, a Grande Mesquita de Pantin, um subúrbio de baixa renda a nordeste da capital, havia compartilhado um vídeo em sua página de Facebook que expressava ódio contra o professor de história Samuel Paty.

A polícia colou avisos da ordem de fechamento diante da mesquita, e as autoridades prometeram uma reação dura contra os disseminadores de mensagens de ódio, os pregadores de sermões radicais e a estrangeiros que considerem representar uma ameaça à segurança da França.

'Eu sou professor', diz cartaz levantado por manifestante no domingo (18) em Paris, na França, durante protesto contra o assassinato de Samuel Paty — Foto: Charles Platiau/Arquivo/Reuters

‘Eu sou professor’, diz cartaz levantado por manifestante no domingo (18) em Paris, na França, durante protesto contra o assassinato de Samuel Paty — Foto: Charles Platiau/Arquivo/Reuters

A ordem de seis meses se deveu “ao único propósito de evitar atos de terrorismo”, disse o aviso emitido pelo chefe do Departamento de Seine-Saint-Denis.

A decapitação de um servidor público por parte de um suposto islâmico por causa do uso da sátira religiosa para explorar com os estudantes o debate sobre a liberdade de expressão, um princípio muito valorizado da democracia da França secular, convulsionou o país e chocou o mundo.

O ministro do Interior, Gérald Darmain, disse nesta semana que a França enfrenta um “inimigo interno”.

No final de semana, o reitor da Grande Mesquita de Pantin, M’hammed Henniche, lamentou o compartilhamento do vídeo nas redes sociais depois que veio à tona que Paty foi vítima de uma campanha virtual de intimidação antes de ser assassinado.

Do G1.