
Um fisioterapeuta, detido nesta sexta-feira (4) em uma clínica de Tambaú, em João Pessoa, sob acusação de tentar filmar o banheiro feminino, confirmou que o celular encontrado no local era seu, mas negou a intenção criminosa. O aparelho foi encontrado por uma paciente, que notou o dispositivo posicionado de maneira suspeita, apontado para o interior do banheiro onde sua filha estava.
O fisioterapeuta afirmou que utilizou o banheiro durante seu expediente de trabalho e deixou o celular na pia após lavar as mãos, seguindo para atender uma paciente. Ao retornar para buscar o aparelho, foi abordado pela usuária, que o acusou de tê-la gravado. Ele alega que apenas havia deixado o telefone no local com a intenção de buscá-lo posteriormente.
Questionado sobre o motivo de ter deixado o celular no banheiro, o profissional explicou que o fez intencionalmente para pegá-lo depois, negando qualquer intenção de filmar. Ele também argumentou que atender pacientes com o celular seria antiético e desrespeitoso.
Durante a entrevista, o fisioterapeuta insistiu que não tinha a intenção de espionar ou gravar imagens no banheiro, chegando a mencionar que pretendia informar à paciente que o banheiro sequer estava funcionando corretamente.
Sobre o conteúdo do celular apreendido pela polícia, ele afirmou que continha apenas vídeos relacionados aos atendimentos de seus pacientes.
O fisioterapeuta declarou estar à disposição para colaborar com a investigação policial e manifestou seu sofrimento diante do constrangimento da exposição pública. Ele afirmou que buscará sua defesa e que possui “consciência limpa”.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que apreendeu o celular do profissional. O fisioterapeuta foi liberado após prestar depoimento.