Farra das diárias em Conde: Manga Rosa joga para Luzimar e ex-presidente silencia

Após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurar, com despacho proferido no domingo (21), inquérito civil para apurar a ‘farra das diárias’ promovida pelos vereadores de Conde, na Grande João Pessoa, o presidente e o ex-presidente da Câmara Municipal silenciaram. As denúncias dos gastos exacerbados com diárias foram feitas com exclusividade pelo Paraíba Já, oriundas da série ‘Pra onde foi a grana?‘.

A promotora Cassiana Mendes Sá colocou sob suspeita os anos de 2018 e 2019, que tiveram Luzimar Nunes (DC) e Carlos Manga Rosa (MDB) no comando, respectivamente.

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O que diz o atual presidente

O vereador Carlos Manga Rosa alegou que não foi notificado pelo MPPB. Conforme o atual gestor de despesas da Casa Legislativa de Conde, ele corresponde apenas pelos gastos em 2019 – que vale lembrar, beiram R$ 86,6 mil com diárias.

“Os gastos de janeiro para cá são comigo. Esses R$ 69 mil, esses 18 mil. Mas eu não fui notificado. Acredito que tenha sido notificado tenha sido o vereador Luzimar Nunes. Não posso responder por ele”, afirmou Manga Rosa em entrevista a Rádio CBN Campina Grande.

De acordo com a portaria assinada pela promotora, e também com suspeitas levantadas pela reportagem do Paraíba Já, possivelmente alguns vereadores de Conde não frequentam o curso em sua totalidade, mas mesmo assim recebem por todos os dias de curso.

“Todos participam. Eles têm registros, fotos, diploma, na minha gestão [eles foram]. A gente fez uma redução de mais de 50% na questão das diárias”, justificou Manga Rosa.

O que diz o ex-presidente

Já Luzimar Nunes, responsável pelas despesas da Câmara de Conde em 2018, preferiu silenciar completamente sobre o inquérito. No ano passado foram gastos R$ 225 mil somente com diárias para realização de cursos.

“Quer que fale por telefone é? Estou lá na Câmara agora de tarde, se quiser ir lá, pode ir que a gente fala”, disse o vereador à reportagem do Paraíba Já.

Questionado se por telefone ele não queria prestar algum tipo de esclarecimento, o vereador reafirmou que não. “É, viu”, se limitou a dizer.

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