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Cotidiano

Família de jovem grávida denuncia negligência e sofre intimidação na Cândida Vargas

Mulher, que está com 42 semanas de gestação, apresenta uma pressão arterial de 16 por 12

Uma mulher, de 20 anos, grávida está há 48 horas em trabalho de parto no Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa, com um quadro de pressão alta. A família teme complicações em seu estado de saúde, além de problemas no parto do bebê. A denúncia foi encaminhada à reportagem do Paraíba Já nesta terça-feira (13).

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A jovem, que está com 42 semanas de gestação, apresenta uma pressão arterial de 16 por 12.

De acordo com relato de familiares, um líder comunitário entrou em contato com o secretário de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio. O auxiliar da gestão municipal disse que o procedimento era comum e que o local era adepto do parto humanizado.

Familiares da jovem relatam também inchaço por todo o corpo, e um possível quadro de depressão pós parto.

Intimidação

A reportagem do Paraíba Já entrou em contato com a direção da Cândida Vargas, e foi atendida pela diretora multiprofissional Lisieux Pires. A ligação aconteceu por volta das 12h16.

Ao relatar a denúncia, Lisieux solicitou a todo tempo, sem ao menos ouvir o testemunho por completo, o nome da paciente. Insistentemente pedindo o nome da mulher grávida, a reportagem repassou apenas ao fim do relato – confiante no profissionalismo da diretora.

Com o pedido de análise do caso, Lisieux informou que iria buscar informações e solicitou o retorno da reportagem minutos depois. Porém, o Paraíba Já entrou em contato por diversas vezes e as ligações não foram atendidas.

Em seguida um novo relato: uma profissional, ainda não identificada, chegou no leito em que a jovem estava e, em tom de intimidação, questionou quem havia feito uma denúncia. “Não precisa ter feito isso”, teria dito a profissional.

“A pessoa chegou muito arrogante. Perguntou quem tinha denunciado. Em seguida ela saiu, quem veio foi uma assistente social, para procurar saber como a paciente estava”, informou um familiar.

A mãe da jovem foi cercada por oito profissionais da Cândida Vargas e se sentiu acuada. “Uma [profissional] estava alterada”, destacou um familiar.

Uma ultrassonografia ficou de ser realizada nas próximas horas. Além disso, a paciente deve seguir tomando medicações.

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Redação Paraíba Já

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