
Uma peça defeituosa que custava apenas R$ 25 é apontada como a principal causa do acidente com um ônibus escolar ocorrido no dia 1º de abril de 2025, na rodovia PB-077, nas proximidades do município de Pilões, Brejo paraibano, que resultou na morte de dois estudantes e deixou outras 31 pessoas feridas.
“O vazamento de ar comprometia a eficácia do sistema de freio e ainda verificamos que aquele ônibus ele não se encontrava vistoriado pelo órgão competente de trânsito, então como se não bastasse todas essas falhas, o veículo continuava transitando e a prefeitura não disponibilizou nenhum servidor para fiscalizar a execução daquele serviço em um ônibus que encontrava com aquelas falhas, ressaltando que a mangueira onde se encontrava esse vazamento de acordo com o levantamento, custa 25 reais”, destacou o delegado Walter Brandão ao programa Hora H, da Rádio POP FM.

Na terça-feira (1º), a Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o acidente e indiciou o secretário municipal de educação, o diretor de transportes da cidade de Pilões e o proprietário da empresa responsável pelo veículo.
Os indiciados irão responder por duplo homicídio culposo qualificado e lesão corporal culposa no trânsito, crimes caracterizados pela ausência de intenção de matar, mas com responsabilidade pelas mortes e ferimentos causados.
A Polícia Civil ainda encaminhou ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) um pedido de autorização para abertura de investigação contra a prefeita do município de Pilões em razão da prerrogativa de foro privilegiado.
O laudo pericial identificou diversas falhas no ônibus que contribuíram diretamente para o acidente. Entre os problemas identificados, estão:
Ausência de cintos de segurança em todas as poltronas;
Falta de disco no tacógrafo, inviabilizando o controle de velocidade;
Falhas no sistema de freios;
Fissuras na mangueira que conduzia ar comprimido para o sistema de frenagem.
De acordo com o inquérito, todas essas irregularidades evidenciam negligência por parte dos indiciados.
