Fabrício Queiroz é flagrado visitando a sede do Governo do Rio

O policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi visto no estacionamento do Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro na semana passada.

Procurado, o advogado Paulo Emílio Catta Preta, que representa Queiroz, disse que ele não iria comentar o episódio. A reportagem também recebeu imagens dele sentado dentro de um carro no local.

O governador em exercício Cláudio Castro (PSC), novo chefe do Executivo, é aliado de Flávio Bolsonaro e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O Governo disse que não há registro de entrada de Queiroz no prédio do Palácio Guanabara. “O local é um complexo onde trabalham cerca de 1.800 pessoas”, informou o Governo do Rio de Janeiro, por nota.

No último fim de semana, Queiroz comemorou o aniversário de 32 anos da filha mais velha, a personal trainer Nathália Queiroz. A volta à rotina ocorre depois que Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar, conseguiram no STJ (Superior Tribunal de Justiça) o fim da prisão domiciliar.

O ex-assessor de Flávio foi apontado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) como operador de um esquema de devolução de salário que existia no gabinete do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

Queiroz também retomou a comunicação por meio de aplicativos de mensagem no celular. Mas, agora, ele está priorizando apps que permitem a destruição automática de mensagens como o Signal e o Telegram.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro baixou os novos aplicativos há pouco mais de uma semana. A opção por aplicativos com possibilidade de destruição de mensagens automaticamente ocorre também depois que a família de Queiroz foi alvo de busca e apreensão em dezembro de 2019. Na ocasião, foram apreendidos celulares de Márcia e de Nathália Queiroz, filha mais velha do assessor.

A partir da apreensão foram obtidas mensagens trocadas entre a família. Algumas delas chegaram a fazer parte das provas apresentadas para o pedido de prisão de Queiroz e Márcia. Nas mensagens, Márcia reclamava que Queiroz seguia fazendo indicações políticas para cargos e chegou a compará-lo a um bandido “que tá preso dando ordens aqui fora, resolvendo tudo”. Os dados dos celulares também mostraram o local onde ele se escondia e por onde passou no período.

Queiroz foi preso em Atibaia, na casa de Frederick Wassef, um dos advogados do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) em junho do ano passado. Márcia chegou a ficar foragida por mais de um mês após a prisão ser decretada. A prisão domiciliar monitorada por tornozeleira eletrônica terminou em março deste ano. As informações são do Uol.