Ex-presidente do PSL Mulher estranha repasse a suposta ‘candidata laranja’

A ex-presidente do PSL Mulher, Sammara Aguiar, comentou neste sábado (23) a reportagem exclusiva do Paraíba Já, que aponta uma suposta candidatura laranja do partido. Ex-candidata a deputada estadual, Ilmara Morais recebeu R$ 201 mil dos diretórios estaduais e nacionais do PSL, ao passo que outros candidatos, inclusive os que venceram, receberam quase 10 vezes menos.

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Sammara, que presidiu o diretório feminino do PSL até fevereiro deste ano, não soube explicar o critério feito pela direção estadual do partido, que é quem faz as doações aos candidatos. Ela ressaltou que, em tese, pesquisas internas e outros requisitos como visibilidade e relevância deveriam nortear o repasse, porém, ela não teve acesso a nenhuma pesquisa de tal natureza.

“Eu não entendi os critérios da divisão dos recursos para as candidaturas femininas. A praxe é utilizar pesquisas internas para se observar a viabilidade e reais possibilidades de êxito do postulante. Se teve alguma pesquisa, eu não tive acesso. Mas com certeza [Ilmara] não era a candidata que tinha mais visibilidade. Até porque não tinha histórico [pessoal, familiar ou de militância] na política”, ponderou.

A ex-dirigente disse que outras candidaturas femininas, tidas como mais relevantes do que a de Ilmara, a exemplo de Morgana Macena e Pâmela Bório, receberam em torno de 20 mil. Sammara disse que os valores variam entre 5 mil e 20 mil para as candidatas, com exceção de Ilmara. Cabo Gilberto Silva e Moacir Rodrigues, eleitos deputados estaduais, receberam R$ 30 mil e R$ 350,00, respectivamente. Nenhuma mulher se elegeu.

“Inclusive eu até acho que a legislação poderia ser revista e alterada. Se são candidaturas femininas, essa divisão de recursos deveria ser organizada pelo diretório das mulheres, não pelo estadual”, reforçou.

Sammara ressaltou ainda que, se algo errado tiver sido cometido, que seja apurado e as pessoas envolvidas sejam punidas ou absolvidas, “até porque é do interesse da legenda passar esses casos a limpo”. Ela deixou claro que em nenhum momento está acusando ou levantando suspeitas contra “quem quer que seja”.

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