Enquanto delegado, Wallber Virgolino confessa já ter trocado informações com juiz

Delegado de carreira da Polícia Civil da Paraíba, o deputado Wallber Virgolino (Patriota) comentou sobre o vazamento das conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Ele disse que a atitude é super normal e que o mesmo procedimento acontece entre um delegado e um juiz ou entre um juiz e um promotor.

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“A gente sabe que o PT cria tudo para transformar marginal em homem de bem. Eles não têm argumentos, principalmente jurídicos. O que a gente viu nessas hackeamentos das conversas entre Moro e Dallagnol foi um crime, um atentado não só as autoridades, mas à soberania brasileira. Isso tem que ser punido de forma severa. É uma afronta à democracia e à segurança jurídica”, opinou Wallber Virgolino, acrescentando que as conversas por si só não dizem nada e que isso acontece em todo o Brasil.

“Eu mesmo, na qualidade de delegado, muitas vezes o juiz me dizia que estava na hora de deflagrar uma operação. Você já pediu grampo demais ou ainda: você já juntou provas demais. Isso é normal essas discussões jurídicas”, atestou o deputado Wallber Virgolino.

A troca de mensagens entre Moro e Dallagnol se tornaram públicas no último domingo (8), após uma série de reportagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil. As informações são do Paraibaonline.

Resumo dos diálogos em três pontos

  • Troca de colaborações entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato;
  • Dúvidas de Deltan a respeito da solidez das provas que sustentaram a primeira denúncia apresentada contra o ex-presidente Lula;
  • Conversas em um grupo em que procuradores comentam a solicitação feita pela Folha para entrevistar Lula na cadeia.

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