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Política

Em novo áudio vazado, Cartaxo põe em xeque credibilidade do Judiciário da Paraíba

Conforme o gestor, talvez não existiria membros justos no Tribunal de Justiça da Paraíba

O prefeito Luciano Cartaxo (PV), aparece em um áudio vazado que o Paraíba Já teve acesso com exclusividade na manhã desta segunda-feira (27), pondo em xeque a credibilidade dos juízes do Poder Judiciário da Paraíba. Conforme o gestor, talvez não existiria membros justos no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Estavam na sala com ele, os secretários Adalberto Fulgêncio, Diego Tavares, Zennedy Bezerra e Josival Pereira. O áudio já estaria de posse de órgãos de fiscalização. Ouça abaixo.

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Fulgêncio estava tratando sobre o jurídico das próximas campanhas do grupo do PV contar com um setor estratégico para identificar o perfil de juízes, promotores e procuradores, com intuito de driblar ações investigativas e possivelmente punitivas. Ao citar o exemplo do juiz Onaldo Nóbrega, e o classificá-lo como justo, Cartaxo o interrompe e rebate: “E existe isso aqui?”. Confira transcrição da conversa no fim desta matéria.

Uso da máquina

Fulgêncio também trata sobre questões mais diretas sobre como usar a máquina da Prefeitura de João Pessoa para bancar o substituto de Cartaxo.

“Essa é minha preocupação nacional, não é a questão eminentemente política, é que temos um prefeito, um governo… Vai ter as máquinas da campanha e como que a gente vai por as máquinas da campanha para a gente não ser objeto de perseguição? Tem que ter um cara que faça essa avaliação, quem é mais próximo, que não é próximo”, afirmou o secretário de Saúde.

“Da turma do Dallagnol”

Fulgêncio teme “Estado policialesco” e questiona como grupo usará “máquina da Prefeitura” nas eleições 2020

Fulgêncio ainda surge criticando e sugerindo aproximações – sem teor identificado – com promotores do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e procuradores da República do Ministério Público Federal (MPF). Conforme o auxiliar da gestão pessoense, há um Estado policialesco atualmente, e o cenário nacional ocorre também no estado.

“Estou muito na linha de Gilmar Mendes, existe hoje um Estado policialesco, que pega um detalhe… vou dar um exemplo: o Ministério Público. A gente precisa de um advogado que é mais que uma assessoria jurídica, que tenha uma leitura do perfil dos promotores e procuradores. Os procuradores da República, dois são contra essa concepção, que é o Godoy e o Castro Pinto Filho, o resto todo é da turma do Dallagnol”, afirmou Fulgêncio.

Fulgêncio exemplificou o temor com promotores que estariam adotando o tal Estado policialesco, e frisou: “temos que ter muito cuidado com o governo [da capital]”.

Conforme o secretário, o MPPB pegou um plantão errado no Ortotrauma de Mangabeira e o chamou para prestar esclarecimentos. “Está errado mas não é algo demais. Não fui pra audiência, era algo pequeno, mandei alguém. Disseram ‘se ele não vier, é condução coercitiva’. Chego lá e peço desculpas. É o Josauro Paulo Neto… é da turma de Octávio. O que apresentei dava para arquivar, tá entendendo, Josival. Nosso procurador disse que estava tudo justificado, e ele disse que não estava limitado a isso não, quero saber isso, isso e isso. A gente tem que saber quem é quem dentro do judiciário, o perfil de cada um”, disse Fulgêncio.

Ele teria errado o nome do promotor, não se tratava de Josauro Paulo Neto, mas sim de Carlos Romero Lauria Paulo Neto.

Ouça o áudio

Confira a transcrição

FULGÊNCIO – Aí, continuando aqui, viu, prefeito. Essa situação da questão nacional não é uma questão eminentemente política. É que nós temos um prefeito, um governo, que vai ter as máquinas na campanha e como é que a gente vai botar essas máquinas na campanha pra gente não ser objeto de perseguição? Então, tem que ter um cara que faça essa avaliação, quem é mais próximo, quem não é mais próximo. Por exemplo: Doutor Onaldo [Queiroga], é um juiz e é um juiz justo. E se ele tiver uma boa relação com a gente…

LUCIANO CARTAXO – E existe isso aqui?

FULGÊNCIO – Existe, existe. O que é que eu chamo de juiz justo, sabe o que é? Onaldo, Onaldo Queiroga. É aquele cara

LUCIANO CARTAXO – Não é bom você colocar uma musicazinha de Os Gonzagas…

FULGÊNCIO – Não, não, ele é o cara, seguinte: ele é o cara que se você tiver uma boa relação com ele, pesa. Tá entendendo? Só que eu nunca uma avaliação, às vezes eu até cobro isso de Rodrigo. Quem são os caras? Tem que dizer isso pro prefeito, não é só ele saber.
(inaudível)

FULGÊNCIO – Aí fica uma informação só pro cara. Não pode ser. Eu sei que os procuradores federais têm dois que dialogam com a gente.

LUCIANO CARTAXO – Eu sei, mas baixa um pouco a altura da voz.

FULGÊNCIO – Eu sei, vou baixar um pouco mais a voz. Bom, mas voltando, pra não ficar uma coisa, eu só tô falando como uma preocupação que, nessa campanha eu defendo que tenha uma assessoria jurídica voltada para as questões do dia a dia e um cara, que é a espécie do cara que é o estrategista, é ele que sabe para vir para a análise política.

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Edilane Ferreira

Jornalista, radialista e utopista. Editora-chefe do Paraíba Já. Contato: [email protected]

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