“Tive com Lucélio, tava animado que só a porra, com Luciano”, finaliza o secretário de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, no áudio divulgado nesta segunda-feira (18), pelo Paraíba Já, entre ele e o secretário de Desenvolvimento Social da PMJP, Diego Tavares, dando a entender que o prefeito e seu irmão saberiam, portanto, do esquema que estava sendo articulado.

Na gravação, o diálogo que ocorreu na primeira quinzena de abril de 2018 entre os dois secretários é sobre supostamente o pagamento de propinas a fornecedores da Secretaria Municipal de Saúde, a SMS.

Entenda

Assim como na gravação anterior, divulgada na semana passada, Adalberto continua hesitante em ser o “operador” de tais transações. Inicialmente, Diego, na época já desincompatibilizado da presidência do Instituto de Previdência do Município (IPM) para posteriormente concorrer as eleições como 1º suplente de senador, teria sugerido R$ 90 mil em propina, algo que o gestor da Saúde da Capital rebate. “Não, porra, eu não ia nunca tá acima disso aqui”.

O possível valor que Diego aponta, em seguida, é de R$ 80 mil, e Adalberto confirma. “É, isso é mensal. Quando a gente fizer, é. Se o contrato for de 800 (mil reais), se for R$ 1 milhão”, explicou.

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