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Política

Em JP, viúva de Marielle cobra investigação da relação entre miliciano morto e clã Bolsonaro

Para Mônica Benício, Brasil não vive sob democracia até Estado fornecer respostas sobre o "crime político" da vereadora Marielle

Mônica Benício, viúva da ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, esteve em João Pessoa nesta quinta-feira (13) para falar do atual estágio da investigação sobre a execução da Marielle e de Anderson, o seu motorista.

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Na ocasião, ela comentou a relação entre o miliciano Adriano da Nóbrega, um dos chefes da milícia ‘Escritório do Crime’ e suspeito de participar do assassinato da ex-vereadora e a família Bolsonaro. Adriano foi morto no último domingo (9) durante operação da polícia baiana no município de Esplanada.

“Uma coisa que é inquestionável é a relação que ele tinha com a família Bolsonaro. Isso sim tem que ser investigado, independente do nome da família, se é do papa ou do presidente da República. Tem que ser investigado para saber quais eram as relações, como é que isso afeta no que a gente tá chamado de política séria, uma política comprometida com a democracia que já ficou mais do que claro que não é o compromisso do presidente da República”, afirmou.

Mônica evitou falar da suspeita de que a morte de Adriano tenha sido uma queima de arquivo. Ela acredita que, mesmo preso, o miliciano não iria revelar muitos detalhes, citando como exemplo a prisão do Ronnie Lessa – outro miliciano com ligações com o clã Bolsonaro e suspeito de participar da morte de Marielle.

“É claro que um cara que compõe o Escritório do Crime, que é um dos lugares que pode ter saído a encomenda do assassinato da Marielle teria grande valor para a investigação, como qualquer caso do Rio de Janeiro que envolva milícia. Agora, com o perfil dele, dificilmente ele iria falar alguma coisa, mesmo preso, assim como o Ronnie Lessa não fala até hoje”, observou.

Para Mônica, os 701 dias sem Marielle representam que o Brasil não vive sob democracia até que o Estado forneça respostas a respeito de “crime político” contra uma representante do povo “democraticamente eleita”.

“É inquestionável que o assassinato da Marielle foi um crime político. É um absurdo que a gente complete 701 dias sem que este assassinato seja esclarecido, seja elucidado e eu repito em todos os lugares do mundo que não há democracia no Brasil enquanto o estado brasileiro não responder quem mandou matar uma mulher democraticamente eleita”, concluiu.

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